Ano Ímpar › 28/02/2017

Terça Feira – 8ª. Semana Comum

terçaAmados irmãos e irmãs
“Muitos dos primeiros serão os últimos, e dos últimos serão os primeiros”. Para o mundo os critérios são outros para saber quem são os primeiros. Os primeiros são os mais ricos, os mais inteligentes, os mais diplomados, os mais poderosos e famosos; mas na ótica do Evangelho os critérios são outros. “Últimos” são os que, pacientemente, com muita fé, vão construindo a história em meio a incompreensões e perseguições; justamente por isto eles serão os primeiros.
Nós também poderíamos repetir as palavras de Pedro e talvez até em tom de cobrança dizer a Deus: Senhor eu deixei tudo para te seguir, só sirvo a ti e agora qual será nossa recompensa? Deus nunca vai nos chamar para fazer algo para o qual não temos a mínima inclinação, vai pedir de nós uma renúncia, um deixar algo para trás, algo que gostamos muito de fazer. Não é sem dor que deixamos tudo para seguir Jesus; aliás, às vezes nos custa muitas lágrimas; dói demais. Muitos erradamente pensam ser um mar de rosas e não o é e por isto existe tanta desistência na caminhada vocacional. Não vamos receber a vida eterna por causa disto; pois ela não é conquista, é dom de Deus.
Seguir a Jesus é abandonar todas as vontades e confortos para mostrar que Jesus é realmente maior e melhor que as coisas terrenas. Esse é um grande contraste da história. Enquanto um não quis deixar tudo para seguir a Jesus, outros o fizeram! Há alguma recompensa para a dor e o sofrimento de abandonar tudo? As perdas são grandes e drásticas! Abrir mão de amigos, trabalhos, familiares, conforto e segurança não é fácil, mas todo aquele que se chama ‘cristão’ deve estar disposto a sofrer tais perdas!
Muita gente deixa família, amigos, pai, mãe, o conforto da casa – mas não por causa de Jesus e do Evangelho. Muita gente faz essas coisas, mas por causa de um trabalho, um melhor salário, uma melhor oportunidade de vida – tudo, menos por causa do Evangelho. Não é com essas pessoas que Jesus está falando! O motivo por trás de todo esse abandono Deve ser a vontade de servir a Jesus: a Ele somente e ao Evangelho!
Também devemos entender que recompensa não é prêmio ou pagamento; mas simplesmente a alegria do discípulo é seguir Jesus Cristo. Que recompensa maior poderia haver para o amante do que seguir e estar junto do amado. Estar na presença de quem amamos: tem coisa melhor!
Quanta tristeza invade meu coração quando vejo que em nossa Igreja uns tentam socializar o Evangelho a lá Karl Marx ao passo que outros (a maioria) tentam demonstrar compatibilidade entre o capitalismo selvagem e a Palavra de Deus. Nem um e nem outro está correto, mas este último é a praga atual e que tem sido pauta de muitas reuniões em nossas Igrejas.

A fé se torna um investimento que produz dividendos e vantagens. O que importa é que nesta semana na Igreja tinha mais de mil pessoas, mais de cem foram curadas, mais de duzentas aderiram ao dízimo, mais de cinquenta pediram o batismo, enfim o mês se encerrou e conseguimos ter superávit. A pergunta que não quer calar: Quantos corações convertidos ao Senhorio de Jesus?
A pior exclusão é a que acontece dentro da comunidade. Quando deixamos para os últimos lugares as pessoas que não gostamos, as idosas, os doentes, as pessoas chatas e inconvenientes, as pessoas a quem não conseguimos perdoar. Pense agora como você montaria uma lista de amigos em ordem de prioridade e aí você vai ver que sempre vai deixando por último aquele que nada tem para te oferecer.
O livro do eclesiástico nos ensina que: “Abster-se do mal é coisa agradável ao Senhor; o fugir da injustiça alcança o perdão dos pecados”. Precisamos entender que abster significa não praticar e não permitir que outro pratique; pois estaríamos incorrendo em omissão. Ver o mal acontecer sem que tenhamos dado causa e nada fazer, significa coadunar com a injustiça. Lembremo-nos de que nosso Deus é um Deus que intervém na história de seu povo afinal de contas Ele caminha conosco.
1. Quando chamaste os doze primeiros prá te seguir, sei que chamavas todos os que haviam de vir.
Tua voz me fez refletir, deixei tudo prá Te seguir, nos Teus mares eu quero navegar.
2. Quando pediste aos doze primeiros: Ide e ensinai. Sei que pedias a todos nós: Evangelizai!
3. Quando enviaste os doze primeiros de dois em dois, sei que enviavas todos os que viessem depois. Rezemos com o Salmista: Escuta, ó meu povo, eu vou falar; Ouve, Israel, eu tenho contra ti: eu, o Senhor, somente eu, sou o teu Deus!
Eu não venho censurar teus sacrifícios, pois sempre estão perante mim teus holocaustos. Imola a Deus um sacrifício de louvor e cumpre os votos que fizeste ao Altíssimo. Quem me oferece um sacrifício de louvor, este, sim, é que me honra de verdade. A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Eclesiástico 35,1-15
Salmo: 49/50
Evangelho: Marcos 10,28-31

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