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Ano Par › 28/01/2020

Terça Feira – 3ª Semana Tempo Comum


Amados irmãos e irmãs

“Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Aquele que faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.” Fazer a Vontade de Deus… Porque será que às vezes fazer a nossa vontade e não a vontade de Deus nos dá mais prazer? Fazer a vontade de Deus significa ser fiel ao seu projeto. É questão de fidelidade. A vida de Jesus era desconcertante não somente para os opositores de Jesus, mas também para a sua família. A família vai buscá-lo, pois pensavam que estivesse “fora de si” (louco).
Tudo em Jesus parece utopia e loucura aos olhos do mundo.
Somente quem entrega sua vida a Jesus é capaz de compreender e para estes as palavras e os gestos de Jesus não só têm sentido, mas dão sentido à vida. Na resposta de Jesus muitos buscam encontrar certo desrespeito para com sua mãe de sangue, mas na verdade não foi o que ocorreu, pois Maria foi discípula de primeira hora e por isto estava contada entre os familiares de Jesus não somente consanguíneos, mas dentre aqueles que fazem a vontade do pai; aliás, se existir algum ser humano que tenha dado um sim tão importante e incondicional como Maria nós estamos por conhecer.
Jesus se sente irmão de todos aqueles que fazem a vontade do Pai que se resume no amor fraterno (ágape). Graças ao coração de Jesus que nos possibilita a fazermos parte da família de Jesus ao fazermos a mesma vontade de Deus. Graças a Jesus, cada cristão tem um número grande de irmãos, de irmãs, de mães e de pais no mundo inteiro ao fazer algo comum: a vontade de Deus.
Santo Ireneu de Lyon nos ensina que: “Portanto, enganam-se os que dizem que Cristo nada recebeu da Virgem. Estes querem rejeitar a herança da carne, mas rejeitam também a semelhança; já não se poderia dizer que Cristo era semelhante ao homem feito à imagem e à semelhança de Deus (Gn 1,27). Era o mesmo que afirmar que Cristo se manifestou apenas na aparência, aparentando ser um homem, ou que se tornou um homem sem nada assumir do homem. Se Ele não recebeu de um ser humano a substância da sua carne, não se fez homem nem Filho do homem; e se não se fez aquilo que nós éramos, pouca importância teriam as suas dores e o seu sofrimento. O Verbo de Deus fez-se verdadeiramente homem, recuperando em si mesmo a obra que Ele tinha modelado. Paulo diz claramente em Gálatas: Deus enviou o Seu Filho, nascido de uma mulher” (4,4). Aqui na comunidade conversando com um vocacionado ele indagava o porquê de ter deixado tudo para traz (família, emprego, etc.); dizia estar feliz, mas não compreendia e então lhe dissemos que às vezes o fazer à vontade de Deus implica até mesmo em não compreender porque faz. Olhamos aqui para os que consagram suas vidas a Deus como, por exemplo, os padres, freiras e leigos consagrados; sem perceber eles vão se afastando de sua família sanguínea e ficam mais próximos de sua família religiosa. É algo interessante, mas os laços que nos une são os do Evangelho de Jesus Cristo e estes são mais fortes que o sangue dos parentes. A comunidade, ou seja, a família de Jesus não é pela descendência do sangue, mas pela adesão à sua pessoa.
Afinal de conta nos tornamos parentes de Jesus, irmãos pelo batismo que é uma adesão incondicional, onde colocamos como grau de parentesco a condição espiritual que está acima de qualquer condição humana.
A família de sangue é a célula básica da sociedade e é nela que recebemos amor, cuidados, educação e apoio; porém devemos transformar nossa família em família de Jesus onde cada um de seus membros vive de acordo com os ensinamentos de Jesus. A família definitiva é a família dos filhos e filhas de Deus; pois a de sangue passa, mas esta jamais passará.
Na leitura do segundo livro de Samuel vemos o respeito que o povo de Israel dedicava a Arca que era considerada presença de Deus no meio do povo que com eles caminhava e por isto a alegria, a festa e o júbilo. Hoje transportamos a Arca de Deus quando comungamos o Seu Corpo Eucarístico e quando ouvimos sua Palavra. Assim como Davi recebemos de Deus a benção e podemos abençoar os que caminham conosco com muita festa e alegria.

Rezemos com o Salmista: Dizei-nos: Quem é este rei da glória? É o Senhor, o valoroso, o onipotente. O Senhor, o poderoso nas batalhas!
Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o rei da glória possa entrar! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 2 Samuel 6,12-15.17-19
Salmo: 23/24
Evangelho: Marcos 3,31-35

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