Ano Ímpar › 21/03/2017

Terça Feira – 3ª. Semana Quaresma

Amados irmãos e irmãs17362478_1257293741022515_1077657010780563464_n
Quantas e quantas vezes quando acabamos de sair de uma confissão onde pedimos ao Senhor perdão de pecados gravíssimos que praticamos e o Senhor nos perdoa; porém ao chegar em casa ou no trabalho não conseguimos perdoar um pequeno atraso ou pequena ofensa do irmão!
O perdão a que se refere o evangelho é para pessoa que se vê todo dia e que se convive na comunidade. Pedro está se referindo a um irmão e não a um desconhecido; mas porque é mais difícil perdoar quem convive conosco? Porque aquele com o qual convivemos vai nos fazer lembrar-se da ofensa todas as vezes que a gente vê-lo.
Outro detalhe importante de ressaltar é que perdoar não é o mesmo que esquecer. Tem gente que acha que não perdoou porque não esqueceu. Quem esquece está com amnésia. Perdoar significa lembrar-se da ofensa todas as vezes que vemos o ofensor, mas o nosso coração não terá sentimento de vingança ou ódio.
Perdão não impõe condições ao perdoado! Tem muita gente que diz: Eu te perdoo, mas nunca mais apareça na minha frente ou eu te perdoo desde que você se ajoelhe diante de mim e por aí vai os absurdos que alguns costumam chamar de perdão.
Lembrem se de que na oração do Pai Nosso nós pedimos a Deus que nos perdoe assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido, mas é bom pensar em perdoar os irmãos como deus nos perdoa.
Com quem a gente não convive ou aquele aos quais vemos uma vez por ano certamente não haverá ocasiões de discórdias ao passo que aqueles com os quais temos que estar juntos todos os dias será muito mais fácil acontecer divergências. Nós não podemos evitar os desentendimentos tanto na comunidade como no trabalho, na família etc. O que devemos é ter disposição para reatar a amizade toda vez que ela for rompida assim como Jesus ensinou, ou seja, 70X7; isto é quantas vezes for necessário.
O monge São Cesário de Arles no Sermão 25 nos diz: “ Deus, neste mundo, tem frio e fome na pessoa de todos os pobres, como Ele mesmo disse (Mt 25,40). Que espécie de gente somos nós? Quando Deus dá, queremos receber; mas quando pede, não queremos dar. Quando um pobre tem fome, é Cristo que passa necessidade, como Ele próprio disse: “Tive fome e não Me destes de comer”. Pergunto-vos, irmãos: que quereis ou que buscais quando vindes à igreja? Certamente quereis e buscais misericórdia. Dai, portanto, a misericórdia terrena e recebereis a misericórdia celeste. O pobre pede-te a ti, e tu pedes a Deus; ele pede um pouco de pão, tu pedes a vida eterna.
Na profecia de Daniel vemos que Azarias de dentro das chamas no meio do fogo ora e diz que quando não temos mais nada a oferecer, quando nossa indignidade chegou ao grau máximo nós podemos nos aproximar do Senhor com a contrição de nosso coração e a humilhação de nosso espírito e isto permitirá achar bom acolhimento junto ao Senhor.
Rezemos com o Salmista: Recordai Senhor meu Deus, vossa ternura e a vossa compaixão, que são eternas! De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia e sois bondade sem limites, ó Senhor! O Senhor é piedade e retidão e reconduz ao bom caminho os pecadores. O Senhor dirige os humildes na justiça e aos pobres ensina o seu caminho. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Daniel 3,25. 34-43
Salmo: 25
Evangelho: Mateus 18,21-35

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