Ano Ímpar › 02/05/2017

TERÇA FEIRA – 3ª SEMANA DA PÁSCOA

18195116_1304579306293958_5671741637393603808_nAmados irmãos e irmãs
“Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. “SENHOR, DÁ-NOS SEMPRE DESTE PÃO!”
Jesus é o verdadeiro pão de Deus; pois o maná durava poucas horas ao passo que o pão descido do céu é por toda a eternidade.
Nós temos este pão e não sabemos valorizá-lo. Jesus se dá a nós todos os dias na Eucaristia.
Não há problemas em pedir a Jesus corpo saudável, bens materiais, sucesso profissional, etc. No entanto precisamos entender que tudo isto tudo isso são coisas perecíveis que irão ficar para traz.
Devemos acima de tudo pedir a Jesus aquilo que jamais perecerá; ou seja, a vida eterna. Foi Ele mesmo que nos disse: “Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede”.
“Que milagres fazes, para que vejamos e creiamos em ti, que obras realizas?” Quantos de nós podemos até não verbalizar tal expressão, mas lá no fundo pensamos assim ou até escolhemos esta ou aquela pastoral; este ou aquele movimento, esta ou aquela paróquia não pensando em Jesus, mas sim pensando que vantagem teremos .
Quando se decide seguir Jesus Cristo e a sua igreja não se pode aplicar o princípio do melhor custo benefício que significa investir pouco e ganhar muito; um seguidor de Jesus valoriza mais a qualidade do que a quantidade e por vezes investe muito e nada ganha.
Outra questão é quando cobramos de Deus por algo que tenhamos feito como se fosse um banco de barganha. Nenhum de nós por mais coisas que façamos podemos achar que temos crédito com Deus ou que Ele nos deva e por isto vá nos beneficiar. Não temos o direito de pedir a Deus que nos deve isto porque fizemos aquilo. Imaginem uma oração que comece assim: “Senhor eu vou à missa todo domingo, pago o dízimo então agora o Senhor não pode faltar comigo”. Jesus se realmente o Senhor me ama então vai fazer com que eu passe no vestibular, vai fazer meu time ser campeão, etc.
A exigência de provas demonstra desconfiança da parte de quem a solicita. Vejam por exemplo à namorada que diz ao seu namorado: se você me ama faz isto ou faz aquilo. Se ele cede num primeiro momento pode ter certeza que outras coisas serão solicitadas e na medida em que o tempo passa o grau de dificuldade vai aumentando.
Quem ama e sabe que é amado não pede sinais deste amor; pois o maior sinal que o amor pode dar é ele mesmo. Assim o maior milagre que Jesus poderia mostrar aqueles judeus era a sua própria pessoa como pão vivo e verdadeiro alimento.
O Beato Jan van Ruysbroeck, cônego regular nos ensina que: “ O primeiro sinal do amor foi Jesus ter-nos dado a Sua carne a comer e o Seu sangue a beber: eis uma coisa inaudita que exige de nós admiração e estupefação.
O que é próprio do amor é dar sempre e sempre receber. Ora o amor de Jesus é, ao mesmo tempo, pródigo e ávido: dá tudo o que tem e o que é; e recebe tudo o que nós temos, tudo o que somos.
Todos os que amam compreender-me-ão. Ele faz-nos o dom duma fome e duma sede eternas.
A essa fome e essa sede Ele dá a comer o Seu corpo e o Seu sangue. Quando O recebemos com dedicação interior, o Seu sangue, pleno de calor e de glória, jorra de Deus para as nossas veias. O fogo pega dentro de nós e o gosto espiritual penetra-nos a alma e o corpo, o gosto e o desejo. Ele permite-nos assemelharmo-nos às suas virtudes; vive em nós e nós Nele.
Na leitura dos Atos precisamos entender o que Estevão quis dizer quando falou:
– “… corações e ouvidos incircuncisos”! Cremos que o nosso protomartir quis dizer que circuncidar o coração e o ouvido significa rasgar, abrir e tornar livre. Eles também estavam cegos.
– “… cheio do Espírito Santo, Estevão fitou o céu e viu a glória de Deus…”. Estevão está a nos ensinar que para ver a glória de Deus somente se estivermos repletos, cheios do espírito Santo.
– “Senhor, não lhes leves em conta este pecado”. Aqui nosso protomártir mostra que só um coração cheio do Espírito Santo é capaz de perdoar seus algozes.
Rezemos com o Salmista: Em vossas mãos, Senhor eu entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel! Quanto a mim, é ao Senhor que me confio, vosso amor me faz saltar de alegria. Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão! Na proteção de vossa face defendeis, bem longe das intrigas dos mortais. Amém

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Atos 7,51-8,1
Salmo: 31
Evangelho: João 6,30-35

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