Ano Ímpar › 24/01/2017

Terça Feira – 3ª. Semana Comum

16266221_1199410330144190_5517299531883406360_nAmados irmãos e irmãs
Fazer a Vontade de Deus…
Porque será que às vezes fazer a nossa vontade e não a vontade de Deus nos dá mais prazer? Fazer a vontade de Deus significa ser fiel ao seu projeto. É questão de fidelidade. Tudo em Jesus parece utopia e loucura aos olhos do mundo. Somente quem entrega sua vida a Jesus é capaz de compreender e para estes as palavras e os gestos de Jesus não só têm sentido, mas dão sentido à vida.
Na resposta de Jesus muitos buscam encontrar certo desrespeito para com sua mãe de sangue, mas na verdade não foi o que ocorreu, pois Maria foi discípula de primeira hora e por isto estava contada entre os familiares de Jesus não somente consanguíneos, mas dentre aqueles que fazem a vontade do pai; aliás, se existir algum ser humano que tenha dado um sim tão importante e incondicional como Maria nós estamos por conhecer.
Santo Ireneu de Lyon nos ensina que: “Portanto, enganam-se os que dizem que Cristo nada recebeu da Virgem. Estes querem rejeitar a herança da carne, mas rejeitam também a semelhança; já não se poderia dizer que Cristo era semelhante ao homem feito à imagem e à semelhança de Deus (Gn 1,27). Era o mesmo que afirmar que Cristo se manifestou apenas na aparência, aparentando ser um homem, ou que se tornou um homem sem nada assumir do homem. Se Ele não recebeu de um ser humano a substância da sua carne, não se fez homem nem Filho do homem; e se não se fez aquilo que nós éramos, pouca importância teriam as suas dores e o seu sofrimento. O Verbo de Deus fez-se verdadeiramente homem, recuperando em si mesmo a obra que Ele tinha modelado. Paulo diz claramente em Gálatas: Deus enviou o Seu Filho, nascido de uma mulher” (4,4). Aqui na comunidade conversando com um vocacionado ele indagava o porquê de ter deixado tudo para traz (família, emprego, etc.); dizia estar feliz, mas não compreendia e então lhe dissemos que às vezes o fazer à vontade de Deus implica até mesmo em não compreender porque faz. Olhamos aqui para os que consagram suas vidas a Deus como, por exemplo, os padres, freiras e leigos consagrados; sem perceber eles vão se afastando de sua família sanguínea e ficam mais próximos de sua família religiosa. É algo interessante, mas os laços que nos une são os do Evangelho de Jesus Cristo e estes são mais fortes que o sangue dos parentes. A comunidade, ou seja, a família de Jesus não é pela descendência do sangue, mas pela adesão à sua pessoa.
Afinal de conta nos tornamos parentes de Jesus, irmãos pelo batismo que é uma adesão incondicional, onde colocamos como grau de parentesco a condição espiritual que está acima de qualquer condição humana.
Na carta aos hebreus lemos que a lei, por ser apenas a sombra dos bens futuros, não sua expressão real, é de todo impotente para aperfeiçoar aqueles que assistem aos sacrifícios que se renovam indefinidamente cada ano. Pois é impossível que o sangue de touros e de carneiros tire pecados. Eis por que, ao entrar no mundo, Cristo se torna o sacrifício perfeito e único uma vez que morre uma única vez para redimir todos os pecados.
Rezemos com o Salmista: Anunciei numa grande assembléia; vós sabeis: não fechei os meus lábios! Proclamei toda a vossa justiça,
Sem retê-la no meu coração; vosso auxílio e lealdade narrei. Não calei vossa graça e verdade na presença da grande assembléia.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Hebreus 10,1-10
Salmo: 40
Evangelho: Marcos 3,31-35

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