Ano Ímpar › 28/11/2017

Terça Feira – 34ª. Semana Comum

24131502_1507758642642689_4912900552565389219_nAmados irmãos e irmãs
“Vede que não sejais enganados. Muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu’; e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais após eles”.
O Templo de Jerusalém era considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo. Seus mármores, seu ouro e toda a ornamentação eram admirados pelos peregrinos.
Nesse mesmo lugar já havia sido construído o Templo por Salomão até o ano 1.000 a.C e destruído por Nabucodonosor em 586 a.C. Logo em seguida foi construído outro Templo por Zorobabel em 516 a.C.
O Templo da época de Jesus teve sua construção iniciada no ano 19 a.C ; foi destruído por Tito em 70 d.C e construído novamente em 687 por Mesquita de Omar no mesmo local.
As palavras de Jesus acerca do futuro, inspiradas numa linguagem apocalíptica, não predeterminam nenhuma data, mas fazem apelo ao discernimento permanente.
O grande perigo é o de se valorizar mais a Instituição e sua estrutura, do que os valores do Reino e do Evangelho, que são eternos.
Entendamos que não importa o que aconteça não devemos esmorecer e nem temer. Precisamos refletir sobre a grande fragilidade de todas as coisas, em especial a fragilidade humana, a brevidade da beleza e da vida na história.
Nós cristãos temos o dever de ler os sinais dos tempos e de fazer um verdadeiro discernimento do bem e do mal, do verdadeiro e do falso, para não nos deixar enganar pelos falsos profetas e nos afastar do seguimento de Jesus Cristo, o único Salvador.
O Papa Francisco na audiência geral de 26/06/2013 disse: O antigo Templo foi edificado pelas mãos dos homens, que desejavam dar uma casa a Deus, para terem um sinal visível da sua presença no meio do povo. Mediante a Encarnação do Filho de Deus cumpre-se a profecia de Natã ao rei David (2Sm 7,1-29): não é o rei, não somos nós que damos uma casa a Deus, mas é o próprio Deus que constrói a sua casa para vir habitar no meio de nós, como escreve João no seu Evangelho (1,14). Cristo é o Templo vivo do Pai, e é o próprio Cristo que edifica a sua casa espiritual, a Igreja, feita não de pedras materiais, mas de pedras vivas (1Pd 2,5), que somos nós mesmos.
O apóstolo Paulo diz aos cristãos de Éfeso: vós sois edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus. É nele que todo o edifício, harmonicamente disposto, se levanta até formar um templo santo no Senhor. É nele que também vós entrais conjuntamente, pelo Espírito, na estrutura do edifício que se transforma na morada de Deus (Ef 2,20-22). Isto é bonito! Nós somos as pedras vivas do edifício de Deus, profundamente unidas a Cristo, que é a pedra fundamental, e também de apoio entre nós. O que significa isto? Quer dizer que o Templo somos nós mesmos, nós somos a Igreja viva, o Templo vivo, e quando estamos unidos, entre nós está também o Espírito Santo, que nos ajuda a crescer como Igreja. Nós não estamos isolados, mas somos Povo de Deus: esta é a Igreja!
Então, gostaria que nos interrogássemos: como vivemos o nosso ser Igreja? Somos pedras vivas ou, por assim dizer, pedras cansadas, entediadas, indiferentes? Vistes como é desagradável ver um cristão cansado, entediado e indiferente? Um cristão assim não está bem, o cristão deve ser vivo, sentir-se feliz por ser cristão; deve viver esta beleza de fazer parte do Povo de Deus, que é a Igreja.
Na leitura da profecia de Daniel vemos a interpretação que Daniel faz do sonho do rei e nela fica claro que os reinos deste mundo são todos passageiros. Isto nos faz pensar em tantos reinos que pareciam imbatíveis como o Império Romano, o império de Alexandre o grande, Napoleão, etc. Tudo ruiu, mas a Igreja de Jesus que é sinal visível do reino de Deus permanece e para sempre será. Se os reinos do mundo são construídos sobre argila; o Reino de Deus está sedimentado sobre Cristo que é a pedra angular.
Rezemos com o Salmista: Obras do Senhor, bendizei o Senhor! Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim! Céus do Senhor, bendizei o Senhor! Anjos do Senhor, bendizei o Senhor! Águas do alto céu, bendizei o Senhor! Potências do Senhor, bendizei o Senhor! Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Daniel 2,31-45
Salmo: Dn 3
Evangelho: Lucas 21,5-11

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