Ano Par › 30/10/2018

Terça Feira – 30ª. Semana comum

Amados irmãos e irmãs 

“O Reino de Deus É semelhante ao grão de mostarda que um homem tomou e semeou na sua horta, e que cresceu até se fazer uma grande planta e as aves do céu vieram fazer ninhos nos seus ramos”.
Ser fermento na massa é experimentar ser diferente e dar um sabor novo, imitando Jesus Cristo no seu trabalho, na sua família ou no seu pequeno grupo. Precisamos aprender de Jesus que é nas pequenas coisas que se revelam a sua glória e seu poder. O pequeno e o pouco se tornam grande.
Aprendemos que Deus não precisa, mas quer precisar de nós e assim sendo o Reino de Deus conta com a colaboração do ser humano, mas germinar, crescer e se tornar um arbusto, além do crescimento da massa, já não depende do homem. É Deus quem faz crescer. Semear o grão de mostarda ou colocar fermento cabe a nós!
São João Crisóstomo, bispo e doutor da Igreja em suas homilias sobre os Atos dos Apóstolos, n° 20 nos ensina: Haverá coisa mais ridícula que um cristão que não se preocupa com os outros? Não tomes como pretexto a tua pobreza: a viúva que colocou duas moedas na caixa das esmolas do Templo (Mc 12,42) insurgir-se-ia contra ti; assim como Pedro, que dizia ao coxo: Não tenho ouro nem prata (At 3,6); e Paulo, que era tão pobre que muitas vezes passava fome. Não recorras à tua condição social, pois os apóstolos também eram humildes e de baixa condição. Não invoques a tua ignorância, porque eles eram homens iletrados. Mesmo que fosses escravo ou fugitivo, poderias sempre fazer o que depende de ti. Foi o que sucedeu com Onésimo, que é elogiado por Paulo (Fm; Cl 4,9). A tua saúde é frágil? Também a de Timóteo o era. Sim, independentemente do que somos; todos podemos ser úteis ao nosso próximo, se quisermos verdadeiramente fazer o que está dentro das nossas possibilidades.
Vês como as árvores da floresta estão vigorosas, belas, elegantes? E, no entanto, nos nossos jardins, preferimos árvores de fruto ou oliveiras cobertas de frutos. Belas árvores estéreis, tal como os homens que apenas têm em conta os seus próprios interesses.
Se a levedura não faz levedar a massa, não é verdadeiro fermento. Se um perfume não inebria os que se aproximam, poderemos dizer que é um perfume? Não digas que é impossível exercer boa influência nos outros porque, se és verdadeiramente cristão, é impossível que não aconteça nada; isso faz parte da própria essência do cristão. Seria tão contraditório dizer que um cristão não pode ser útil ao seu próximo como negar ao sol a possibilidade de iluminar e aquecer.
Na comparação com o fermento Jesus nos mostra que ao se misturar com a massa o fermento desaparece, mas força invisível leveda toda a massa. Nós enquanto protagonistas precisamos ser como fermento que desparece: É preciso que eu diminua para que Ele cresça (Jo 3,30). O EU deve desaparecer e não apenas diminuir diante da Glória de Jesus Cristo.
Não somos nós com nossa bela oratória, nossa beleza física, nossa linda voz ou nossos meios tecnológicos de última geração que vamos transformar o mundo. O que vai transformar o mundo é a força da Palavra de Deus; é a força do Evangelho que transformará o mundo quando anunciada e vivida por cada um de nós.
Outro grande ensinamento de Jesus é que a transformação do mundo tal qual fermento na massa é um movimento de mudança de dentro para fora, vem do interior de nossos corações, do interior de nossas pequeninas e simples comunidades; é aí que Jesus age.
Aos efésios Paulo fala para que os maridos amem as suas mulheres, como Cristo amou a Igreja e por ela deu a vida. Interessante porque muitas mulheres não gostam desta passagem, mas nós dizemos que para as mulheres esta página é a maior deferência que poderia haver, ou seja, é o mandamento para que o marido ame a esposa com o mesmo amor que Cristo ama a Igreja; amor que o levou a dar a vida, então o marido também deve dar a vida por amor a esposa, ou seja, se preciso for morrer por este amor! Na ponte com o evangelho podemos dizer nas pequenas coisas do dia a dia o amor entre marido e mulher vai agindo como o fermento na massa e aí este amor só tende a crescer cada vez mais.
Como o salmista: Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem! Peçamos ao Pai do céu que nos faça ser fermento na massa para que sejamos abençoados como todo homem que obedece ao Senhor. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Efésios 5,21-33. 
Salmo: 127
Evangelho: Lucas 13,18-21.

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