Ano Ímpar › 23/07/2019

Terça – Feira 16ª Semana comum – Ano Impar 23/07/2019


Amados irmãos e irmãs
“Todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.
Os fariseus conseguiram espalhar um boato que se tornou consenso de que Jesus estaria louco, falando e fazendo coisas sem o saber.
Tudo isto porque Jesus era uma ameaça á estrutura do templo, pois quebrava todas as regras e normas religiosas, curava as pessoas de todas as suas enfermidades sem cobrar nada ao passo que como clientela do templo suas ofertas para obter a “pureza” institucionalizada proporcionavam lucros exorbitantes aos sacerdotes, que eram sua maioria Latifundiários proprietários dos animais, vendidos aos cambistas, que os revendiam por um alto preço nas portas do templo, e os sacerdotes ganhavam duas vezes, na venda para o atravessador e depois na oferta.
Infelizmente os séculos se passaram e ainda hoje podemos ver que muitos usam da religião para provocar fanatismo e daí auferir lucros e aí de quem se posicionar contra; estes serão tal como Jesus taxados de loucos e sobre os quais se pedirá providências.
A família que Jesus reúne ultrapassa os laços de sangue; esses laços pouco importam; pois o parentesco com Jesus terá que ser pelo cumprimento da vontade do Pai.
Quando Jesus pergunta: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” Temos a impressão de que Ele estaria desrespeitando sua mãe, mas a seguir ao explicitar quem são seus parentes tudo fica esclarecido e aí podemos entender que todos os que fazem a vontade do Pai são membros de sua família, inclusive Maria que foi a primeira a dar o sim que mudaria a história da humanidade.
Ao nos colocarmos a caminho no seguimento de Cristo vamos também nos deparando com situações interessantes onde aqueles que são membros da nossa comunidade acabam se tornando mais próximos de nós do que aqueles que são consanguíneos. Basta olharmos para verificar que por vezes estamos sempre juntos com os irmãos da comunidade seja nas missas de todos os finais de semana, nos retiros, encontros, festinhas ou eventos paroquiais; ao passo que aos nossos parentes consanguíneos os encontros são ocasionais.
Do livro do Êxodo podemos aprender que devemos sempre após uma resposta que Deus dá aos nossos clamores entoar juntos o canto da vitória e hoje com os hebreus de outrora podemos entoar: Cantemos ao Senhor que fez brilhar sua glória!

Rezemos com o Salmista: Ao Senhor quero cantar, pois fez brilhar a sua glória! Mas soprou o vosso vento, e o mar os recobriu; afundaram como chumbo entre as águas agitadas. Estendestes vossa mão, e a terra os devorou. Vós, Senhor, o levareis e o plantareis em vosso monte, no lugar que preparastes para a vossa habitação, no santuário construído pelas vossas próprias mãos.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

,1ª. Leitura: Êxodo 14,21-15,1
Salmo: Ex 15
Evangelho: Mateus 12,46-50

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