Ano Ímpar › 18/07/2017

Terça Feira – 15ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs18
“Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque se tivessem sido feitos em Tiro e em Sidônia os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo elas teriam se arrependido sob o cilício e a cinza”.
Que tal se ouvíssemos Jesus dizer: Ai de ti Ribeirão Preto, ai de ti Batatais, ai de ti Brasil…
As cidades de Tiro e Sidônia, habitada por pagãos, ainda não haviam tido essa experiência com Jesus, não o conheciam, nada sabiam das escrituras ao passo que Coroazim e Betsaida eram testemunhas dos feitos do Senhor. Jesus não está condenando estas cidades, mas fazendo um apelo veemente à conversão.
No caso do Brasil poderíamos dizer que temos a Igreja com os sacramentos, a Palavra Viva de Deus em nossa liturgia, a Santa Eucaristia, presença real do Senhor e temos total liberdade religiosa para anunciar a Palavra, mas e daí como está sendo tudo isto na prática cotidiana.
Olhando este Evangelho lembramos outra passagem que diz: “A quem muito foi dado, muito será cobrado e a quem muito foi confiado, muito será pedido” (Lc 12, 48). Isto nos faz olhar para nossa própria vida, para os dons que temos; a saúde, a família, o trabalho etc. Não são bênçãos derramadas pelas quais teríamos que diuturnamente agradecer ao Senhor? Mas muitas vezes o que fazemos é virar as costas para Deus e creditar tudo ao nosso esforço e inteligência. Pense bem se não estamos a agir como os habitantes de Betsaida e Coroazim
São João Paulo II na encíclica Redemptoris missio, §§ 38-39 nos ensina “Quem vos ouve é a Mim que ouve, e quem vos rejeita é a mim que rejeita”. A época em que vivemos é, ao mesmo tempo, dramática e fascinante. Se, por um lado, parece que os homens vão ao encalço da prosperidade material, mergulhando cada vez mais no consumismo, por outro lado, manifesta-se a angustiante procura de sentido, a necessidade de vida interior, o desejo de aprender novas formas e meios de concentração e de oração. Não só nas culturas densas de religiosidade, mas também nas sociedades secularizadas, procura-se a dimensão espiritual da vida como antídoto à desumanização. A Igreja tem em Cristo, que se proclamou o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14, 6), um imenso patrimônio espiritual para oferecer à humanidade.
A Igreja deve ser fiel a Cristo, já que é o seu Corpo e continua a sua missão. É necessário que ela caminhe pela mesma via de Cristo, via de pobreza, obediência, serviço e imolação própria até à morte, da qual Ele saiu vitorioso pela sua ressurreição (Vat II, Ad gentes 5). A Igreja tem, portanto o dever de fazer todo o possível para cumprir a sua missão no mundo e alcançar todos os povos; e tem também o direito, que lhe foi dado por Deus, de levar a termo o seu plano. A liberdade religiosa, por vezes ainda limitada e cerceada, é a premissa e a garantia de todas as liberdades que asseguram o bem comum das pessoas e dos povos. É de se auspiciar que a autêntica liberdade religiosa seja concedida a todos, em qualquer lugar, tratando-se de um direito inalienável de toda a pessoa humana.
Aos que se opõem com os mais diversos pretextos à atividade missionária, a Igreja repete: Abri as portas a Cristo!
Na leitura do livro do Êxodo vemos que o faraó vendo que os hebreus aumentavam muito decretou a morte das crianças hebreias e é neste contexto que nasce Moisés e a mãe o entrega às águas do Nilo, mas ele sobrevive, ao ser encontrado pela filha do faraó, que adota e educa. Já adulto Moisés torna-se defensor dos hebreus oprimidos, era o começo da libertação. Ele nesta defesa se vê obrigado a fugir; pois é entregue por um daqueles que defendia. Assim começa esta magnifica história de libertação de um povo por um Deus que os ama.
Rezemos com o Salmista: Pobre de mim. Sou infeliz e sofredor! Que vosso auxílio me levante, Senhor Deus! Cantando eu louvarei o vosso nome e agradecido exultarei de alegria! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Êx 2,1-15a
Salmo: 68 
Evangelho: Mt 11,20-24

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