Ano Par › 05/07/2016

Terça Feira – 14ª. Semana Comum

jesus desceu do barcoAmados irmãos e irmãs

“Vendo a multidão, ficou tomado de compaixão, porque estava enfraquecida e abatida como ovelhas sem pastor”. A multidão representa toda a humanidade e em especial nos dias de hoje a humanidade está espiritualmente enfraquecida e abatida, muitos são os que se perdem e não sabem para onde ir; pois perderam o sentido da vida.

A Igreja como Jesus, deve ser movida pela compaixão ás pessoas, uma Igreja formada por operários que somos nós e cuja missão primeira é anunciar o evangelho com a vida e se preciso for usar palavras como dizia são Francisco.

Somos convidados a ter compaixão que significa sofrer junto com o outro, caminhar com o outro, estar do lado dos que sofrem.

Se nada podemos fazer por algum tipo de limitação física ou outra pelos menos devemos rezar ao Senhor da messe para que envie operários.

O demônio foi expulso e o mudo falou. O que significa isto: Significa que muitos demônios prendem a língua dos filhos de Deus impedindo que eles anunciem a Boa Nova; porém ao serem libertados anunciam o reino de Deus para admiração e alegria de muitos. Por onde passa, Jesus vai libertando o ser humano de seus males e ainda hoje Ele é nossa única fonte de libertação.

Os fariseus acusavam Jesus de “expulsar os demônios pelo poder do príncipe dos demônios” e hoje somos convidados a olhar para quantos missionários e missionárias são acusados de estar a serviço do mal quando na verdade simplesmente estão a denunciar a injustiça social.

O Decreto sobre a atividade missionária da Igreja, “Ad gentes”, § 12 nos diz: A presença dos cristãos nos agrupamentos humanos seja animada daquela caridade com que Deus nos amou, e com a qual quer que também nós nos amemos uns aos outros (1 Jo 4,11). Efetivamente, a caridade cristã a todos se estende sem discriminação de raça, condição social ou religião; não espera qualquer lucro ou agradecimento. Portanto, assim como Deus nos amou com um amor gratuito, assim também os fiéis, pela sua caridade, sejam solícitos pelos homens, amando-os com o mesmo zelo com que Deus veio procurá-los. E assim como Cristo percorria todas as cidades e aldeias, curando todas as doenças e todas as enfermidades, proclamando o advento do reino de Deus, do mesmo modo a Igreja, por meio dos seus filhos, estabelece relações com os homens de qualquer condição, de modo especial com os pobres e aflitos. Participa nas suas alegrias e dores, conhece as suas aspirações e os problemas da sua vida e sofre com eles nas ansiedades da morte, trazendo-lhes a paz e a luz do Evangelho. Trabalhem e colaborem os cristãos com todos os outros na reta ordenação dos problemas econômicos e sociais. Dediquem-se, com cuidado especial, à educação das crianças e da juventude. Tomem parte nos esforços dos povos que, lutando contra a fome, a ignorância e a doença, se afadigam por melhorar as condições da vida e por assegurar a paz no mundo. A Igreja, porém, não quer, de maneira nenhuma, imiscuir-se no governo da cidade terrena. Nenhuma outra autoridade reclama para si senão a de, com a ajuda de Deus, estar ao serviço dos homens pela caridade e pelo serviço fiel.

Na leitura do livro do profeta Oséias nos é mostrado que embora sendo fiel e misericordioso, Deus é justo e como desaprova certas práticas deixa recair sobre Israel não o castigo como vingança mas a consequência de seus atos; e aqui este ditado que não é popular como muitos dizem mas é bíblico: “ quem semeia vento, colhe tempestade”. As nossas crises de fé nascem da separação entre o culto a Deus e a vida. Busquemos viver mais intensamente o que celebramos e assim estaremos semeando a paciência para podermos colher a paz.

Rezemos com o Salmista: É nos céus que está o nosso Deus, ele faz tudo aquilo que quer. São os deuses pagãos ouro e prata, todos eles são obras humanas. Confia, Israel, no Senhor. Ele é teu auxílio e escudo! Confia, Aarão, no Senhor. Ele é teu auxílio e escudo! Amém.

Reflexão feita pelo diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Oseias 8, 4-7. 11-13
Salmo: 113
Evangelho: Mateus 9, 32-38

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