Santoral › 20/03/2017

Solenidade de São José

17361876_1256981777720378_9145841547562961642_nAmados irmãos e irmãs
São José foi exatamente quem Deus queria que ele fosse. Homem Justo, bom, obediente, discreto, trabalhador, honesto e fiel.
São José é o homem do silêncio, pois na sagrada escritura não há uma palavra sequer pronunciada por ele. Ele é também um homem discreto; pois passa quase que despercebido, mas cumpre o papel de guardião daquela humilde família de Nazaré.
José como um diácono serviu Jesus e Maria à vida toda até morrer nos braços de quem ele tanto amou e serviu.
Na genealogia feita no Evangelho de Mateus nos é mostrado que foi por José que Jesus foi inserido na linhagem de seus ancestrais, no povo eleito de Deus, ou seja, para se cumprir a profecia e fazer de Jesus um descendente de Davi.
São José é Patrono da nossa Igreja e a ele coube a nobre missão de ensinar Jesus o ofício da carpintaria e com certeza tantas outras coisas ele ensinou a Jesus.
Quem são os Josés de hoje? Quem em nossas comunidades adota Jesus presente nas crianças abandonadas?
São Francisco de Sales, bispo de Genebra e doutor da Igreja em Conversas, nº 19 nos ensina: Como foi fiel em humildade, este grande santo! E tal não se pode dizer com base na sua perfeição, pois, apesar de ser quem era, em que pobreza e opróbrio viveu durante toda a sua vida! Pobreza e opróbrio sob os quais escondeu e encobriu as suas grandes virtudes e a sua dignidade. Na verdade, não tenho dúvida nenhuma de que os anjos, cheios de admiração, vieram em bando considerar e admirar a sua humildade, quando ele guardava o Menino na oficina onde praticava o seu ofício, para alimentar o Filho e a Mãe que lhe estavam confiados.
Não há dúvida de que São José foi mais valente que David e mais sábio que Salomão (seus antepassados); no entanto, vendo-o reduzido ao exercício da carpintaria, quem poderia conceber tal coisa sem estar iluminado pela luz celeste, tão bem escondidos ele trazia os dons admiráveis com que Deus o tinha agraciado? Mas tinha de ter muita sabedoria, visto que Deus tinha posto a seu cargo o seu glorioso Filho, o Príncipe universal do céu e da terra! E, apesar de tudo, vedes como ele se rebaixou e humilhou mais do que se poderia dizer ou imaginar: foi à sua terra, à sua cidade de Belém, e ali ninguém foi mais rejeitado por todos do que ele. Vede como o Anjo o conduz à sua vontade: diz-lhe que tem de ir para o Egito e ele vai; ordena-lhe que regresse e ele regressa. Deus quer que ele se mantenha sempre pobre, e ele a isso se submete amorosamente, e não apenas durante algum tempo, pois permaneceu pobre toda a sua vida.
A primeira leitura tem grande significado para nós da Comunidade missionária Divina Misericórdia em especial o versículo que diz: “Vai e dize ao meu servo Davi: ‘eis o que diz o Senhor: Não és tu quem me edificará uma casa para eu habitar”. Isto porque quando da nossa fundação esta passagem bíblica indicava o que deveríamos fazer e ao tentar entender o que era casa do Senhor pensamos em Igreja, mas depois o Espírito Santo nos mostrou que era uma casa para acolher Jesus presente nos pobres e doentes. Também é desta passagem nos rabiscos do fundador que surgiu o símbolo e a Cruz da comunidade.
Na carta de são Paulo aos Romanos nos é ensinado que é pela fé que nos tornamos herdeiros e o modelo para a inspiração é Abraão. Hoje como falamos de São José podemos também na sua pessoa enxergar este modelo de fé que acreditou na promessa e assumiu a paternidade de um filho que não era seu.
Rezemos com o Salmista: Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em geração eu cantarei vossa verdade! Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!” E a vossa lealdade é tão firme como os céus. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 2 Samuel 7,4-5.12-14.16
Salmo: 89
2ª. Leitura: Romanos 4,13. 16-18.22
Evangelho: Mateus 1,16. 18-21.24

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