Ano Ímpar › 17/02/2017

Sexta Feira – 6ª. Semana Comum

17 Tome-a-sua-cruz-e-siga-meAmados irmãos e irmãs

“Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me”.

Jesus não é uma opção a mais, mas Ele é a única e verdadeira opção para quem quer ser discípulo. Desapego e renúncia não significam abrir mão de tudo o que se tem, mas sim colocar o reino de Deus acima de tudo; inclusive das relações com os familiares.

Ser discípulo missionário como nos fala o Documento de Aparecida implica em renúncia, cruz e perda. Eis aí três palavras proibidas nos dias de hoje pelos que querem um Cristianismo sem sacrifícios e renúncias, sem calvário e sem cruz; aliás, estamos tendo muitos especialistas em arrancar Jesus da cruz. Lembramos aqui de uma música do padre Antônio Maria que diz: “Não encontra quem quiser encontrar Cristo sem cruz. Impossível e sem Maria encontrar também Jesus. Como não há cruz sem Cristo e não há Cristo sem cruz., não há Jesus sem Maria nem Maria sem Jesus”.

A RENÚNCIA: Renunciar a si mesmo é optar por fazer o outro viver; é lutar contra o instinto de preservação da própria vida. Renunciar a si mesmo é optar por viver a vida de Deus, sem perder o que lhe é próprio; é viver o caminho de Jesus como algo grandioso; é renunciar a todo tipo de egoísmo.

A CRUZ: Jesus não quer que pratiquemos uma religião alienadora que despreza as coisas desse mundo; aliás, no Evangelho de João 17 ao fazer a oração sacerdotal Ele diz muito claramente: Pai eles não são do mundo, mas estão no mundo. Deus também não quer que procuremos o sofrimento, pois Deus não é masoquista. O sofrimento é consequência do amor. Quem ama de verdade não abandona o barco, mas luta e sofre junto.  Jesus não desistiu mesmo quando percebeu que acabaria sozinho, traído e negado. Isto é abraçar a Cruz.

A PERDA: O mundo atual prega a cultura do eu; o importante é ganhar independente do que se faça para ganhar. Muitos programas televisivos falam claramente em eliminar o outro sem escrúpulo algum. O Papa Francisco nos falou da cultura do descartável e aí nos lembramos da eutanásia onde na verdade olhamos para os idosos como alguém que dá prejuízo com remédios e aposentadorias; além de não mais produzir então é preciso eliminar. Lembramos dos nascituros que apresentam problemas de as pude que tem que ser abortados pois não produzirão e ainda será caro mantê-lo vivo. Lutar contra isto e abandonar a cultura do Eu pode parecer perda, mas nós sabemos que não é.

A leitura do livro do Gênesis vai nos ensinar o perigo que corremos quando queremos nos igualar a Deus, ser grande como Ele é. Outra coisa importante é que a unidade humana na diversidade faz parte do desígnio de Deus na história. Deus quer a diversidade e a dispersão das nações sobre a terra. Daí o perigo de certos discursos de unificação e de governo mundial. É para pensar!

Rezemos com o Salmista: O Senhor desfaz os planos das nações e os projetos que os povos se propõem. Mas os desígnios do Senhor são para sempre, e os pensamentos que ele traz no coração, de geração em geração, vão perdurar. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco

Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Gn 11,1-9

Salmo: 32

Evangelho: Mc 8,34–9,1

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