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Ano Par › 25/11/2016

Sexta Feira – 34ª. Semana Comum

15203145_1138846589533898_3985373350155601067_nAmados irmãos e irmãs
“Em verdade vos declaro: não passará esta geração sem que tudo isto se cumpra. Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão”.
Este Evangelho nos fala da esperança que faz levantar a cabeça e de que não devemos nos esquecer de que nossa condição de cristãos é viver na esperança. A esperança é a experiência de viver a vida apoiada na Palavra de Jesus Cristo confiantes no que não passa, no que dá firmeza e alimenta: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão” . Não importa qual seja a situação por que passamos; é preciso saber, mesmo quando não é possível experimentar, que o Senhor está próximo; e mesmo aquelas situações mais dramáticas, é preciso vivê-las com o olhar fixo no Senhor, de quem nos vem auxílio e proteção, e por quem nós somos salvos.
A figueira e as demais árvores foram empregadas para ilustrar a parábola da escatologia. Vendo-as frutificar, é possível afirmar, sem perigo de engano, que o verão se aproxima. Igualmente, pode-se declarar que algo de novo estará acontecendo na história, quando a morte ceder lugar à vida, a escravidão abrir espaço para a liberdade, a injustiça for sobrepujada pela justiça, o ódio e a inimizade forem vencidos pelo amor e pela reconciliação.
O beato John Henry Newman, presbítero e fundador do Oratório na Inglaterra em «The Invisible World» PPS, t. 4, n°13 nos ensina: A terra que vemos não nos satisfaz. É apenas um começo. Não é mais do que uma promessa dum porvir; nem mesmo na sua maior alegria, quando se cobre de todas as suas flores e mostra os seus tesouros escondidos da forma mais atrativa, mesmo então isso não nos basta. Sabemos que há nela muito mais coisas do que as que conseguimos ver. Um mundo de santos e de anjos, um mundo glorioso, o palácio de Deus, a montanha do Senhor, a Jerusalém celeste, o trono de Deus e de Cristo: todas essas maravilhas eternas, preciosíssimas, misteriosas e incompreensíveis se escondem por detrás do que vemos. O que vemos não é senão a camada exterior do reino eterno e é nesse reino que fixamos os olhos da nossa fé.
Mostra-te, Senhor, como no tempo da tua natividade, em que os anjos visitaram os pastores; que a tua glória se expanda como as flores e a folhagem se desenvolve nas árvores. Pelo teu poder, transforma o mundo visível nesse mundo mais divino que ainda não vemos. Que aquilo que vemos seja transformado naquilo que cremos. Por mais brilhantes que sejam o sol, o céu, as nuvens, por mais verdejantes que sejam as folhas e os campos, por mais doces que sejam os cantos dos pássaros, sabemos que isso não é tudo e que não queremos tomar a parte pelo todo. Essas coisas procedem dum centro de amor e de bondade que é o próprio Deus, mas não é a sua plenitude. Falam do céu, mas não é o céu. É apenas, de certa forma, raios dispersos, um tênue reflexo da sua imagem; são apenas migalhas que caem da mesa.
Na leitura Do livro do Apocalipse de João nos é mostrado a luta definitiva entre a serpente antiga e o Cordeiro imolado. É a vitória sobre Satanás que traz vida e alegria a todos. É, portanto, a cidade da alegria, a cidade da vida que triunfa sobre a morte, a cidade de Deus que elimina toda e qualquer alternativa e assim sendo a morte já não terá qualquer poder sobre os que seguirem o Cordeiro no seu caminho pascal.
Rezemos com o Salmista: Felizes os que habitam vossa casa; para sempre haverão de vos louvar! Felizes os que em vós têm sua força, caminharão com um ardor sempre crescente. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Ap 20,1-4.11-21,2
Salmo:83
Evangelho: Lc 21,29-33

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