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Ano Ímpar › 24/11/2017

Sexta Feira – 33ª. Semana comum

Amados irmãos e irmãs23316747_1488858357866051_2453537335456628882_n
“Está escrito: A minha casa é casa de oração! Mas vós a fizestes um covil de ladrões”.
Jesus ensinava no templo todos os dias, mas seus ensinamentos estavam prejudicando os interesses dos chefes e por isto tentavam matá-lo.
Jesus é alguém que se doa, seus ensinamentos não são apenas retórica e discurso bonito, olhando para ele e prestando atenção naquilo que fala e faz, a comunidade facilmente irá se dar conta dos mercenários disfarçados de pastores que há em seu meio.
O templo tornara-se um amplo mercado onde se fazia câmbio de dinheiro para facilitar a vida dos peregrinos estrangeiros e se comercializava os diversos tipos de animais usados para o sacrifício.
Toda esta intensa atividade visava a ganância do lucro, dificilmente obtido por motivo de pura caridade.
A boa-fé do povo transformava-o em joguete nas mãos de pessoas inescrupulosas. E tudo isso com a anuência dos chefes que tirava partido da situação. Quem são hoje os mercenários na Igreja do Senhor que só pensam em lucro?
Com que tristeza olhamos algumas comunidades que não vivem para anunciar e viver o Evangelho, mas sim existem para manter sua estrutura e aí haja dinheiro para sustentar pastores gananciosos que solapam de todas as formas seus fiéis usando o Santo nome de Jesus!
Se Jesus visitasse hoje algumas de nossas comunidades com certeza Ele trançaria novamente o chicote e sairia derrubando muitas barraquinhas e quebrando quinquilharias que em nada servem para alimentar a fé, mas sim para sustentar gananciosos que procuram usurpar a fé do povo mais simples.
Por certo você já deve ter visto muita gente vendendo relíquias falsas, água que dizem ser do Rio Jordão quando na verdade são do Rio Tiete e por aí vai.
LEMBRE-SE SEMPRE QUE:
A Igreja não tem palanque, mas Mesa da Palavra.
A Igreja não tem assistente, mas Adoradores.
A Igreja não tem platéia, mas Assembléia.
A Igreja não tem show, mas Santa Missa.
A Igreja não tem animadores, mas Servos.
Por tudo isto e algo mais
A Igreja não é casa de espetáculo, mas sim:
A Igreja é casa de oração!
O Papa Francisco na audiência geral de 26/06/2013 nos diz: Hoje, gostaria de fazer uma breve referência a mais uma imagem que nos ajuda a explicar o mistério da Igreja: a do templo. Em Jerusalém, o grande Templo de Salomão era o lugar do encontro com Deus na oração; no interior do Templo encontrava-se a Arca da Aliança, uma referência ao fato de que Deus sempre esteve no seio da história do seu povo; também nós devemos recordar esta história, cada qual a sua própria história: como Jesus veio ao meu encontro, como Jesus caminhou comigo, como Jesus me ama e me abençoa.
Eis que quanto tinha sido prenunciado no antigo Templo é realizado, pelo poder do Espírito Santo, na Igreja: a Igreja é a casa de Deus, o lugar da sua presença, onde podemos encontrar o Senhor; a Igreja é o Templo onde habita o Espírito Santo que a anima, orienta e sustém. Se nos perguntarmos: onde podemos encontrar Deus? Onde podemos entrar em comunhão com Ele, através de Cristo? Onde podemos encontrar a luz do Espírito Santo que ilumina a nossa vida? A resposta é: no Povo de Deus, no meio de nós, que somos Igreja. E é o Espírito Santo, com os seus dons, que define a variedade. Isto é importante: o que faz o Espírito Santo no meio de nós? Define a variedade, que é a riqueza da Igreja, e une tudo e todos, de maneira a constituir um templo espiritual, no qual não oferecemos sacrifícios materiais, mas nós mesmos, a nossa vida (cf1Ped 2,4-5). A Igreja não é um enredo de coisas e de interesses, mas o Templo do Espírito Santo, o Templo onde Deus age, o Templo do Espírito Santo, o Templo onde cada um de nós, com o dom do Batismo, é uma pedra viva. Somos necessários para construir este Templo! Ninguém é secundário! Ninguém é o mais importante na Igreja, pois aos olhos de Deus somos iguais. Um de vós poderia dizer: Ouça, Senhor Papa, Vossa Santidade não é igual a nós! Sim, sou como cada um de vós, todos nós somos iguais, somos irmãos! Ninguém é anônimo”.
Na leitura do primeiro livro dos Macabeus vemos que em consonância com o Evangelho nos é mostrado a alegria por terem recuperado os lugares sagrados que haviam sido profanados. Consagrá-los novamente ao Senhor ao som de cânticos, das harpas, das liras e dos címbalos. Nos tempos atuais empenhemo-nos em ensinar aos mais jovens a importância de set ter o devido respeito com o sagrado não por questões de puro tradicionalismo; mas em especial por reverência e respeito ao Deus que tudo criou.
Rezemos com o Salmista: Bendito sejais vós, ó Senhor Deus, Senhor Deus de Israel, o nosso pai. A vós pertencem a grandeza e o poder, toda a glória, esplendor e majestade. Sois o Senhor e dominais o universo, em vossa mão se encontra a força e o poder, em vossa mão tudo se afirma e tudo cresce! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 1 Macabeus 4,36-37.52-59
Salmo: 1Cr 29
Evangelho: Lucas 19,45-48

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