Ano Ímpar › 17/11/2017

Sexta Feira – 32ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs23319112_1488835581201662_4962385867108104058_n
“Todo o que procurar salvar a sua vida, perdê-la-á; mas todo o que a perder, encontrá-la-á”.
O Evangelho quer nos mostrar que a excessiva preocupação com as coisas deste mundo por vezes nos distancia de Deus; a salvação é consequência de tudo que fizermos e não pode se tornar obsessão.
A expectativa da segunda vinda de Jesus não pode de forma alguma fazer com que esqueçamos o tempo presente. Jesus nos convida a entregar-se ao serviço do Reino, deixando de lado as preocupações apocalípticas.
Também não podemos agir como os homens de outrora (tempos de Noé e Lot) que continuavam ocupados em grandes afazeres da vida como fortuna, diversão, comida, negócios, vida familiar, vida de prazer e foram surpreendidos por uma fatalidade.
Nos tempos modernos muitos mergulham de cabeça no trabalho na busca do ter e se esquecem de que a vida nunca é o que se tem. A vida é o que se é.
Precisamos entender que o tempo de Deus é um dom, mas por sua natureza está ligado a uma tarefa que devemos realizar. Para Deus não existe passado e nem futuro ;para Ele tudo é presente e nós então devemos viver este presente de Deus no compromisso de ser sinal do seu reino de amor e paz.
Orígenes, presbítero e teólogo nas Homilias sobre o Gênesis, II, 3 nos diz: A arca da Igreja. Tanto quanto a pequenez da minha mente me permite supor, parece-me que o dilúvio, que quase pôs fim ao mundo, é um símbolo do fim do mundo, fim que vai realmente acontecer. O próprio Senhor o declarou quando disse: Nos dias de Noé, os homens compravam, vendiam, construíam, casavam-se, davam as suas filhas em casamento, e veio o dilúvio, que os fez perecer a todos. Assim será também a vinda do Filho do Homem. Neste texto, parece que o Senhor descreve de uma única e igual forma o dilúvio que já ocorreu e o fim do mundo que anuncia para o futuro. Portanto, outrora foi dito a Noé para fazer uma arca e meter-se nela, não apenas com os seus filhos e a sua família, mas com animais de todas as espécies. Da mesma forma, na consumação dos tempos, o Pai disse ao Senhor Jesus Cristo, o nosso novo Noé, o único Justo e o único Perfeito (Gn 6,9), para fazer uma arca de madeira com medidas cheias de mistérios divinos (cf Gn 6,15). Isto é afirmado num salmo que diz: Pede, e Eu te darei as nações por herança e os confins da terra por domínio (Sl 2,8). Assim, ele construiu uma arca com todo o tipo de abrigos para receber os diversos animais. E o profeta fala dessas habitações quando escreve: Vai, povo meu, entra nos teus quartos, fecha atrás de ti as portas. Esconde-te por alguns instantes até que a cólera passe (Is 26,20). Há de fato uma misteriosa correspondência entre este povo que é salvo na Igreja, e todos esses seres, homens e animais, que foram salvos do dilúvio na arca.
Na leitura do livro da Sabedoria aprendemos que é através do visível que conheceremos o invisível. Não devemos nos deixar seduzir pela beleza das coisas criadas e toma-las por deuses, pois se elas são belas; mais belo ainda é Senhor prevalece sobre elas, porque Ele é o criador da beleza que fez estas coisas.
Rezemos com o Salmista: Os céus proclamam a glória do Senhor, e o firmamento, a obra de suas mãos; o dia ao dia transmite essa mensagem, a noite à noite publica essa notícia. Não são discursos nem frases ou palavras, nem são vozes que possam ser ouvidas; seu som ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do universo a sua voz. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Sabedoria 13,1-9
Salmo: 18/19
Evangelho: Lucas, 17,26-37

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