Ano Par › 19/01/2018

Sexta Feira – 2ª. Semana Tempo Comum

03Amados irmãos e irmãs
“Depois, Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram a ele. Designou doze dentre eles para ficar em sua companhia. Ele os enviaria a pregar, com o poder de expulsar os demônios”.
A expectativa de ser convocado para uma seleção de futebol ou para outro esporte em uma olimpíada é vivida intensamente por todos os envolvidos; mas no caso da convocação que Jesus faz ela não existe; pois Jesus não avisa que vai fazer convocação. Ele simplesmente chega, olha nos olhos e chama! O Evangelho também diz: “Jesus chamou os que ele quis” e isto nos ensina que a escolha é de Deus, Ele nos escolheu primeiro; o querer é sempre de Deus.
Esse chamado de Jesus é natural e está no próprio dom da vida, porém, Ele escolhe alguns para serem colaboradores mais próximos. Assim foi com os apóstolos cujo chamado vimos neste Evangelho; mas Jesus continua a agir da mesma forma ainda hoje quando chama alguns para ser sacerdote, diácono, freira ou leigo.
Outros evangelistas falam que Jesus tinha orado antes e embora Marcos não cite expressamente o simples fato de citar subiu ao monte pressupõe que o foi para orar como sempre fazia. Diante disto é interessante perguntar se estamos orando antes de fazer escolhas de pessoas e de caminhos. Vejam que Jesus não usou critérios humanos para fazer a escolha, pois se assim o fosse teria escolhido os letrados e de posses. O que vai nos ajudar na nossa comunidade a não se deixar levar por critérios humanos em nossas escolhas é a vida de oração. Quantas e quantas vezes não somos tentados a dar um “carguinho” para alguém só porque tem dinheiro ou exerce influência da qual julgamos ser necessário para a Igreja; o que é uma grande ilusão. Aos escolhidos Deus dá uma força que não vem do humano, mas do Divino, aquela mesma força libertadora, que saia de Jesus e aliviava as pessoas de seus males, está também presente em cada discípulo que dá o seu SIM, mas sempre lembrando que ela só permanece com aqueles que são fiéis ao SIM. Lembramos aqui que ser fiel não significa não pecar; pois se assim o fosse seria impossível ser fiel. Usamos de um exemplo prático para entendermos o que é a fidelidade que Deus quer de cada um de nós. Imagine um casal onde marido e mulher prometeu no sacramento do matrimônio a fidelidade um ao outro. O marido pode ofender a esposa com um palavrão, ou contar uma mentira e isto será grave, mas não é infidelidade. A infidelidade aconteceria se mesmo que o marido nunca tivesse xingado a mulher, mas sim se tivesse uma amante.
Precisamos urgentemente entender que nossas fraquezas não necessariamente caracterizam a infidelidade, mas sim muitas vezes um pecado que confessado nos faz voltar à graça. O que Judas fez foi a infidelidade; pois fez do dinheiro seu deus!
Os “doze”, significa que eles representam todo o Israel, ou seja, as doze tribos.
Recordemos o nome dos doze apóstolos: 01 – Simão, a quem deu o sobrenome de Pedro; 02 – André, irmão de Pedro; 03 – Tiago, 04 – João, 05 – Filipe, 06 – Bartolomeu, 07 – Mateus, 08 – Tomé, 09 – Tiago, filho de Alfeu; 10 – Simão, chamado Zelador;
11 – Judas, irmão de Tiago; e 12 – Judas Iscariotes, aquele que foi o traidor. Após a morte de Judas o livro dos Atos nos mostra os apóstolos elegendo Matias para ocupar o lugar de Judas e Paulo embora não esteja nesta lista também se intitula apóstolo do Senhor.
Vejam a beleza que diz o Decreto sobre o ministério dos sacerdotes, “Presbyterorum ordinis”, § 2 do Concílio Vaticano II: O Senhor Jesus, a quem o Pai santificou e enviou ao mundo (Jo 10,36), tornou todo o seu Corpo místico participante da unção do Espírito com que Ele mesmo tinha sido ungido (Mt 3,16; Lc 4,18; At 10,38): nele, com efeito, todos os fiéis se tornam sacerdócio santo e real, oferecem vítimas a Deus por meio de Jesus Cristo, e anunciam as virtudes daquele que os chamou das trevas para a sua luz admirável (1Pd 2, 5.9). Não há, portanto, nenhum membro que não tenha parte na missão de todo o corpo, mas cada um deve santificar Jesus no seu coração (1 Pd 3,15), e dar testemunho de Jesus com espírito de profecia (Ap 19,10). O mesmo Senhor, porém, para que formassem um corpo, no qual nem todos os membros têm a mesma função (Rm 12,4), constituiu, dentre os fiéis, alguns como ministros que, na sociedade dos crentes, possuíssem o sagrado poder da Ordem para oferecer o Sacrifício, perdoar os pecados e exercer oficialmente o ofício sacerdotal em nome de Cristo a favor dos homens. E assim, enviando os Apóstolos assim como Ele tinha sido enviado pelo Pai (Jo 20,21), Cristo, através dos mesmos Apóstolos, tornou participantes da sua consagração e missão os sucessores deles, os Bispos, cujo cargo ministerial, em grau subordinado, foi confiado aos presbíteros, para que, constituídos na Ordem do presbiterado, fossem cooperadores da Ordem do episcopado para o desempenho perfeito da missão apostólica confiada por Cristo. O ministério dos sacerdotes, enquanto unido à Ordem episcopal, participa da autoridade com que o próprio Cristo edifica, santifica e governa o seu corpo. Por isso, o sacerdócio dos presbíteros, supondo, é certo, os sacramentos da iniciação cristã; é, todavia, conferido mediante um sacramento especial, em virtude do qual os presbíteros ficam assinalados com um caráter particular e, dessa maneira, configurados a Cristo sacerdote, de tal modo que possam agir em nome de Cristo cabeça.
Na leitura do primeiro livro de Samuel vemos que Saul sai à procura de Davi para mata-lo e por um momento Davi tem a oportunidade de matar Saul, mas desistiu ao se lembrar de que Saul era ungido e consagrado ao Senhor. Ante tudo isto Saul diz a Davi: “Tu és mais justo do que eu”. Isto nos ensina que muitas vezes temos oportunidade de pagar o mal com o bem para assim dar testemunho de que verdadeiramente somos de Deus.
Rezemos com o Salmista: Lanço um grito ao Deus altíssimo, ao Deus que me dá todo o bem. Que me envie do céu sua ajuda e confunda os meus opressores! Deus me envie sua graça e verdade! Elevai-vos, ó Deus, sobre os céus, vossa glória refulja na terra! Vosso amor é mais alto que os céus mais que as nuvens a vossa verdade! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 1 Samuel 24,3-21
Salmo: 56/57
Evangelho: Marcos 3,13-19

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