Ano Ímpar › 20/10/2017

Sexta Feira – 28ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs22448137_1461978517220702_1302659125103216694_n
“Não se vendem cinco pardais por uma pequena quantia? No entanto, nenhum deles é esquecido por Deus. Até mesmo os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais”.
O Evangelho nos fala de que as pessoas quase que eram pisoteadas e aí perguntamos qual seria o motivo de tanto esforço? Fanatismo? Às vezes fico a imaginar como me portaria se ficasse dias a fio sem água e de repente avistasse um manancial, creio que com certeza iria não só beber a água, mas pular dentro do poço. Eles estavam diante da fonte da Água Viva e queriam ser saciados.
Jesus mais uma vez fala do fermento dos fariseus, da hipocrisia que em nada contribui para o crescimento das pessoas; servindo apenas para manutenção das benesses de uns poucos privilegiados.
Neste Evangelho os alertas de Jesus não de natureza moral; mas sim por que as comunidades ameaçadas por perseguições e falsas doutrinas corre risco na questão da perseverança e fidelidade. Os cristãos não podem ser como os fariseus; nós precisamos ter um comportamento marcado pela autenticidade e pela clareza. Nossas palavras devem corresponder ao que pensamos, sentimos e fazemos, professando abertamente e sem medo a sua fé, custe o que custar, porque nada há encoberto que não venha a descobrir se. Lembramos aqui que para não serem hipócritas como os fariseus milhares de cristãos da Igreja primitiva deram a vida por causa do reino.
Uma das maiores demonstrações deste doar a vida está justamente na carta de Santo Inácio de Antioquia à Igreja Católica em Roma onde ele diz: Eu vos suplico, não mostreis comigo uma caridade inoportuna. Permiti-me ser pasto das feras, pelas quais me será possível alcançar Deus, sou trigo de Deus e quero ser moído pelos dentes dos leões, a fim de ser apresentado como pão puro a Cristo. Escutai, antes, as feras, para que se convertam em meu sepulcro e não deixem rasto do meu corpo. Então serei verdadeiro discípulo de Cristo.
Nesta mesma carta há uma preciosa afirmação sobre a presença de Cristo na Eucaristia: “Não encontro mais prazer no alimento corruptível nem nos gozos desta vida, o que desejo é o pão de Deus, este pão que é a carne de Cristo e, por bebida, quero seu sangue, que é o amor incorruptível”.
Na carta de Paulo aos romanos vemos que cada judeu sempre respeitou o Pai Abraão por ter sido foi justificado pela fé. Eles tinham tanta certeza disto que se referiam ao céu como “seio de Abraão”. Paulo fala de Abraão como exemplo, já que neste capitulo em sua primeira parte (1-8) o apostolo fala de fé e obras e aí é preciso ler a carta de são Tiago para compreender que a fé por si só gera obras de Deus e por isto vai ser dito que a fé sem obras é morta. A segunda parte (9-17) fala da lei e graça; e a terceira parte (18-25) fala da vida e morte.
Rezemos com o Salmista: Feliz o homem que foi perdoado e cuja falta já foi encoberta! Feliz o homem a quem o Senhor não olha mais como sendo culpado, e em cuja alma não há falsidade! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Rm 4,1-8
Salmo: 31
Evangelho: Lucas 12, 1-7

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