Ano Par › 16/09/2016

Sexta Feira – 24ª. Semana Comum

14290043_1072232619528629_4740123234209178612_oAmados irmãos e irmãs
“Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças”.
O Evangelho de hoje vem nos mostrar que no tempo de Jesus as mulheres não podiam falar, não davam opiniões em negócios, não eram testemunhas nos tribunais, eram apenas uma propriedade de seus maridos. No âmbito religioso também não havia espaço para elas, participavam dos sacrifícios no templo, mas em lugar a parte. Até para caminhar elas não podiam ir ao lado dos maridos; mas tinha que ficar certa distância a retaguarda.
Jesus vem romper com esta estrutura; pois nasceu de mulher e aqui quando liberta Madalena de sete demônios ela se torna discípula do Mestre. É esta mesma Madalena que vai receber o maior prêmio que qualquer vivente gostaria de ter, ou seja, ela vai ser a primeira a ver o ressuscitado, ela é a principal testemunha da ressurreição. Quem manifestou maior amor por Jesus, teve o privilégio de experimentar, antes dos discípulos, a alegria de vê-lo ressuscitado.
Neste Evangelho o surpreendente e absolutamente novo é que algumas mulheres acompanharam Jesus. Fato inédito, pois um rabi não podia permitir que mulheres o acompanhassem. São mulheres com uma história pessoal dramática, e que, na proximidade com o Senhor, foram libertadas de seus males; no caso de Madalena quando se fala em sete demônios podemos imaginar aí todo o tipo de mal.
São João Paulo II, papa na Carta apostólica “Mulieris dignitatem / A dignidade da mulher” § 31 nos ensina: ”Se tu conhecesses o dom de Deus” (Jo 4, 10), diz Jesus à Samaritana num daqueles admiráveis colóquios em que Ele mostra quanta estima tem pela dignidade de cada mulher e pela vocação que lhe permite participar na sua missão de Messias. A Igreja deseja render graças à Santíssima Trindade pelo mistério da mulher e por todas as mulheres, por aquilo que constitui a eterna medida da sua dignidade feminina, pelas grandes obras de Deus que na história das gerações humanas nela e por seu intermédio se realizaram. Em última análise, não foi nela e por seu intermédio que se operou o que há de maior na história do homem sobre a terra: o evento pelo qual Deus mesmo se fez homem? A Igreja, portanto, dá graças por todas e cada uma das mulheres: pelas mães, pelas irmãs, pelas esposas; pelas mulheres consagradas a Deus na virgindade; pelas mulheres que se dedicam a tantos e tantos seres humanos que esperam o amor gratuito de outra pessoa; pelas mulheres que cuidam do ser humano na família, que é o sinal fundamental da sociedade humana; pelas mulheres que trabalham profissionalmente, e que às vezes carregam uma grande responsabilidade social. A Igreja agradece todas as manifestações do gênio feminino surgidas no curso da história, no meio de todos os povos e nações; agradece todos os carismas que o Espírito Santo concede às mulheres na história do Povo de Deus. A Igreja pede, ao mesmo tempo, que estas inestimáveis manifestações do Espírito (cf 1Cor12,4ss), com grande generosidade concedidas às filhas da Jerusalém eterna, sejam atentamente reconhecidas e valorizadas, para que redundem em vantagem comum para a Igreja e para a humanidade.
Na primeira carta de Paulo aos coríntios vemos que tudo o que Cristo fez, Ele fez por nós e se Ele sempre conosco está podemos dizer sem medo algum que com Ele nascemos no batismo, com Ele vivemos nesta caminhada terrena, com Ele morreremos e seremos sepultados, mas o melhor de tudo é que com Ele ressuscitaremos para a vida eterna. Esta foi a certeza que amparou Paulo na dura vida apostólica. A esperança cristã baseia-se na certeza de que a morte foi vencida, de que a vida nova em Cristo foi inaugurada, de que, em Cristo, viveremos sempre a plenitude da vida, na totalidade do nosso ser humano: corpo, alma, espírito.
Rezemos com o Salmista: Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, escutai-me e atendei o meu clamor! Inclinai o vosso ouvido à minha prece, pois não existe falsidade nos meus lábios Amém.

Reflexão feita Pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 1Cor 15,12-20
Salmo: 16
Evangelho: Lucas 8,1-3

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