Ano Ímpar › 21/07/2017

Sexta Feira – 15ª. Semana Comum

20264569_1384306538321234_3119579111472394819_nAmados irmãos e irmãs
“Se compreendêsseis o sentido destas palavras: Quero a misericórdia e não o sacrifício não condenariam os inocentes. Porque o Filho do Homem é Senhor também do sábado”.
No Evangelho vemos o embate entre os fariseus e Jesus; pois os fariseus defendiam com unhas e dentes a lei e aqui de modo específico o repouso sabático. Defendiam a antiga aliança; porém o que não compreendiam era que estavam diante da nova e eterna aliança.
Jesus veio nos ensinar que Ele é o Senhor do sábado; que o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado.
Ele nos ensina que quer a misericórdia e não o sacrifício. Ele que com sua morte e ressurreição transforma para nós não mais o sábado mas sim o domingo como o dia de nossa vitória, o dia de festa e de encontro com os amigos e irmãos na ceia Eucarística, onde Ele mesmo se oferece como alimento.
Os fariseus de ontem são os moralistas de hoje; são pessoas que vivem na Igreja só para especular e apontar defeito dos outros como se isto encobrisse os seus. Querem aplicar na Igreja um princípio da polícia nova-iorquina, ou seja, o da Tolerância Zero e bem sabemos que este princípio não tem nada de cristão uma vez que não admite perdão, excluindo a misericórdia.
Os fariseus de outrora queriam ensinar a Jesus o caminho que conduz a Deus e muitos moralistas de hoje querem ensinar os padres e bispos a celebrar a Eucaristia e outras coisitas mais.
Veja a maravilha escrita no século IV pelo monge São Macário, na homília 35: “Na Lei dada através de Moisés, Deus ordenava a todos que descansassem e que não fizessem qualquer trabalho ao Sábado. Mas isto era imagem e sombra (Hb 8,5) do verdadeiro sábado, que é atribuído à alma pelo Senhor. Efetivamente, a alma que foi julgada digna do verdadeiro sábado deixa de se dedicar às suas preocupações indignas e mesquinhas, e descansa delas, celebrando o verdadeiro sábado e gozando do verdadeiro descanso, liberta de todas as obras das trevas. Outrora, estava prescrito que até os animais privados de razão descansassem ao sábado: o boi não devia ser sujeito ao jugo nem o burro transportar carga, porque até os próprios animais repousavam dos trabalhos penosos. Vindo até nós e dando-nos o verdadeiro e eterno sábado, o Senhor trouxe o descanso à alma que andava carregada e oprimida com o peso do pecado e que, sob coação, realizava obras de injustiça, sujeita que estava a cruéis senhores. Ele aliviou-a do peso intolerável das ideias vãs e miseráveis, livrou-a do jugo amargo das obras da injustiça, e deu-lhe o descanso. Com efeito, o Senhor chama o homem ao descanso dizendo-lhe: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e aliviar-vos-ei (Mt 11,28). E todas as almas que confiam e se aproximam dele celebram um sábado verdadeiro, delicioso e santo, uma festa do Espírito, numa alegria e num júbilo inexprimível; e rendem a Deus um culto puro que lhe agrada, porque vem dum coração puro. Esse é o sábado verdadeiro e santo.
Na leitura do livro do Êxodo aprendemos que a morte do cordeiro é páscoa que traz libertação e vida nova. O cordeiro imolado (pela comunidade) é prenúncio do sacrifício do verdadeiro cordeiro que imolado nos deu vitória sobre a morte, nos trouxe a vida eterna. O sangue do cordeiro é o sinal com o qual fomos marcados e ele é nossa proteção para não sermos exterminados e sim herdarmos a vida eterna; por tudo isto, este é o dia que o Senhor fez para nós, dia de vitória e de alegria; dia memorável em honra do Senhor e o qual todas as gerações hão de celebrar. Hoje nós cristãos já não celebramos a páscoa de nossos pais da antiga aliança com o cordeiro animal; hoje nós celebramos a páscoa da ressurreição, da nova e eterna aliança com o cordeiro que não é mais um animal, mas sim o próprio Verbo que se fez carne, o Deus que se fez Homem, Ele sim é Vitima, Sacerdote e Altar.
Rezemos com o Salmista: É sentida por demais pelo Senhor a morte de seus santos, seus amigos. Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, vosso servo que nasceu de vossa serva; mas me quebrastes os grilhões da escravidão. Por isso oferto um sacrifício de louvor, invocando o nome santo do Senhor. Vou cumprir minhas promessas ao Senhor na presença de seu povo reunido.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Êxodo 11,10-12,14
Salmo: 115/116 
Evangelho: Mateus 12,1-8

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