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Ano Ímpar › 12/07/2019

Sexta – Feira 14ª Semana comum – Ano Impar 12/07/2019

Amados irmãos e irmãs
“Sede, pois, prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas”.
Como deve a Igreja se portar diante das hostilidades? Alguns têm a tentação de desistir de tudo ao passo que outros como os primeiros cristãos estão dispostos a lutar até o martírio se necessário for.
As perseguições, a hostilidade, não vêm somente de fora, mas também de dentro da comunidade e da própria família.
Nesta onda que vem de dentro da própria Igreja vemos grupos que se digladiam querendo impor seu jeito de ser Igreja a moda humana, pregam uma religião descompromissada onde o homem é livre para fazer de sua vida o que bem entender, vez que são seduzidos pela vida fácil. É preciso prudência e simplicidade; é preciso discernimento para agir com serenidade. Jesus não quer que ninguém use de violência para impor seu Evangelho que é de paz.
As traições, o ódio, a rejeição por causa de Jesus e do seu evangelho não têm por que nos assustar; cremos que elas sejam os mais autênticos sinais de que estamos sendo fiéis ao Evangelho.
Precisamos entender que as vezes somos cordeiro, mas as vezes agimos como lobo e isto acontece quando nos deixamos levar por paixões mundanas para tirar proveito, ter lucro usando a Palavra de Deus e enganando os irmãos.
Para aqueles que pensam em ter vida fácil como missionário as palavras de Jesus não deixam margem para ilusões: o cumprimento do mandato missionário sempre acontece em meio a dificuldades e incompreensões.
Santo Inácio de Antioquia bispo e mártir em Carta a Policarpo também bispo e mártir diz: “Exorto-te, pela graça de que estás revestido, a que redobres de ardor e a que exortes todos os irmãos, para que sejam salvos. Justifica a tua dignidade episcopal por meio de uma vigilância incessante da carne e do espírito; tem o cuidado da unidade, que nada ponha em causa. Suporta todos os teus irmãos com paciência, como o Senhor te suporta a ti; suporta-os a todos com amor, como, aliás, fazes. Ora sem descanso; suplica uma sabedoria ainda maior; vela e mantém o teu espírito em alerta; fala a cada um em particular, a exemplo de Deus. Suporta as enfermidades (cf Mt 8,17) de todos como verdadeiro atleta; onde houver mais esforço, aí haverá mais ganho.
Se apenas amares os bons discípulos, não tens qualquer mérito; os que têm de submeter pelo amor são principalmente os mais afetados. Não se aplica o mesmo bálsamo a todos os ferimentos; apazígua as crises agudas com compressas umedecidas. Sê em todas as coisas prudente como as serpentes e sempre simples como as pombas. Tu, que és carne e espírito, trata com bondade aquilo que atinges pelos sentidos, mas reza também para que o mundo invisível te seja revelado. Deste modo, não te faltará coisa alguma, e serás rico com os dons do Espírito.
Assim como o navegador invoca os ventos e o marinheiro assaltado pela tempestade clama pelo porto, assim este nosso tempo te convida a juntares-te a Deus. Pratica a sobriedade, como atleta de Deus que és, e terás como prêmio a vida eterna e imperecível. Um grande atleta triunfa a despeito dos golpes. É principalmente por Deus que temos de aceitar todas as provas, a fim de que também Ele nos aceite. Redobra o teu zelo; examina atentamente esta época. Espera Aquele que está para além do tempo, que é eterno e invisível, mas que se deixou ver por nós, Aquele que, sendo intangível e incapaz de sofrer, conheceu a paixão e consentiu em todos os sofrimentos.
No livro do Gênesis vemos a promessa de Deus a Jacó para que não tivesse medo de descer ao Egito, pois estaria com ele na ida e na volta. Obediente ao Senhor Jacó vai para o Egito e assim se torna possível a alegria do reencontro com seu filho José. Pensemos das vezes em que nós não possibilitamos que Deus realize em nossas vidas a sua vontade e assim impedimos momentos que só o Senhor nos poderia conceder.

Rezemos com o Salmista: Afasta-te do mal e faze o bem, e terás tua morada para sempre. Porque o Senhor Deus ama a justiça e jamais ele abandona os seus amigos. Os malfeitores hão de ser exterminados e a descendência dos malvados destruída. A salvação dos piedosos vem de Deus; ele os protege nos momentos de aflição.
O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, defendendo-os e protege-os contra os ímpios e os guarda porque nele confiaram. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Gênesis 46,1-7.28-30
Salmo: 36/37
Evangelho: Mateus 10,16-23

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