Ano Par › 06/07/2018

 Sexta Feira – 13ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs
“Eu quero a misericórdia e não o sacrifício. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.”
Santo Ambrósio bispo e doutor da Igreja no comentário ao Evangelho de São Lucas, 5, 16; SC 45 nos ensina: “Segue-me”. Após a cura do paralítico, vem o apelo do cobrador de impostos aos mistérios de Cristo. Cristo ordena-lhe que o siga, não por uma diligência física do corpo, mas pela mudança do coração. E este homem, que até então obtinha lucro com mercadorias, que explorava duramente o cansaço e os perigos dos marujos, deixa tudo ao ouvir aquele apelo. Ele, que se apoderava dos bens dos outros, abandona os seus próprios bens e, deixando o seu ignóbil posto de cobrança, segue o Senhor com toda a sua alma.
E prepara um grande festim: pois aquele que recebe Cristo na sua morada interior fica saciado de um enorme bem-estar, de uma alegria superabundante. Quanto ao Senhor, entra de boa vontade na sua casa e senta-Se à mesa preparada com o amor daquele que acreditou.
Mas eis que se acende a malevolência dos incrédulos e subitamente revela-se a diferença entre os discípulos da Lei e os discípulos da graça. Obedecer à lei é sentir num coração em jejum uma fome sem remédio; acolher o Verbo, a Palavra de Deus, na intimidade da alma é ficar renovado pela abundância da fonte e dos alimentos eternos. É nunca mais ter fome nem sede (Jo 6,35)”.
Imaginemos o político mais corrupto do Brasil ser chamado e acolhido por um padre ou bispo da Igreja e em seguida levar este padre ou bispo para jantar em sua mansão em Brasília. Cremos que talvez até houvesse unanimidade contra a atitude destes pastores da Igreja e foi justamente isto que aconteceu no episódio em que Jesus chama Mateus.
Jesus continua a agir do mesmo jeito e às vezes não percebemos ou tentamos impedir; vejam, por exemplo, quantos traficantes, ladrões, prostitutas, corruptos, presidiários, etc.; que fizeram um encontro pessoal com o ressuscitado e passaram a segui-lo. Aqui na comunidade temos inúmeros testemunhos iguais a este. Estas pessoas são incompreendidas e perseguidas, muitos sempre as olharão com desconfiança; mas sempre dizemos a elas: Segura firme, pois afinal de contas você trabalhava para o inimigo de Deus e hoje você serve a Deus. No caso de Mateus o Império Romano perdeu um excelente cobrador, e o Mestre ganhou um novo discípulo e em muitos casos hoje poderíamos dizer que o crime perdeu um referencial, mas a Igreja de Cristo ganhou mais um seguidor; mais um para sentar-se a mesa da Eucaristia e fazer conosco a refeição com o pão da vida eterna.
Na leitura do livro da profecia de Amós vemos que a ambição dos poderosos é tal que já não suportavam os dias de festa e de culto a Deus, para continuarem os seus negócios, muitas vezes à custa da exploração dos pobres e fracos, falseando os pesos e as medidas, aumentando os preços. Os abusos atingiam proporções tão desumanas, que os pobres, para sobreviverem, vendiam a própria liberdade e identidade, em que nem o próprio Deus ousa tocar. Amós revela uma espantosa coragem na denúncia do pecado social. Como é parecido com nossos tempos atuais onde o deus dinheiro dita normas, onde não se respeita o domingo como o dia do Senhor.

Rezemos com o Salmista: Minha alma se consome o tempo todo em desejar as vossas justas decisões. Escolhi seguir a trilha da verdade, diante de mim eu coloquei vossos preceitos. Como anseio pelos vossos mandamentos! Dai-me a vida, ó Senhor, porque sois justo! Abro a boca e aspiro largamente, pois estou ávido de vossos mandamentos. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Amós 8, 4-6. 9-12
Salmo: 118
Evangelho: Mateus 9,9-13

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