Ano Ímpar › 30/06/2017

Sexta Feira – 12ª. Semana Comum

19511498_1363562253728996_977517529032063757_nAmados irmãos e irmãs
“Senhor, se queres, podes curar-me”.
No tempo de Jesus era proibido tocar, ou chegar perto de um leproso. O próprio leproso tinha que alertar as pessoas aos gritos de impuro… impuro!
O que faz Jesus? Ele quebra esta norma para mostrar que o homem é mais importante e está acima da lei; mas Jesus não despreza a lei; pois para que a cura se tornasse oficial, de fato era necessária a homologação do templo, através do ritual conduzido pelo Sacerdote. Com isto Jesus quer mostrar que a cura verdadeira de todo ser humano, vem de Deus, onde o rito, e as normas religiosas é apenas um sinal, uma visibilidade da Graça concedida.
Assim sendo vemos hoje que os ritos dos nossos sacramentos são sinais da graça; tornam visível aquilo que é invisível.
A ação de Jesus, que reintegra a pessoa no seio da comunidade e na comunhão com Deus, elimina o equívoco de que Deus esteja na origem de nossos males.
Os leprosos, sem dúvida, se consideravam o lixo da sociedade e aí considerando que a lepra, hoje chamada Hanseníase, está quase que erradicada, há que se perguntar: quem são os leprosos de nossos dias? Para o nosso Brasil diríamos que são aqueles enumerados no documento de Aparecida como rostos sofredores que doem em nós: os detidos em prisões; os migrantes; os enfermos; os dependentes de drogas e as pessoas que vivem na rua.
A beata Madre Teresa de Calcutá nos ensina que “Atualmente, a doença mais terrível do Ocidente não é a tuberculose nem a lepra; é sentimo-nos indesejados, não amados, abandonados. Sabemos tratar as doenças do corpo pela medicina, mas o único remédio para a solidão, a angústia e o desespero é o amor. São muitas as pessoas que morrem por falta de um pedaço de pão, mas são muitas mais as que morrem por falta de amor. A pobreza no Ocidente é outro tipo de pobreza: não é apenas pobreza de solidão, mas também de espiritualidade. Existe fome de amor como existe fome de Deus”.
Na leitura do livro do Gênesis vemos que “Abraão prostrou-se com o rosto por terra, e começou a rir, dizendo consigo mesmo: Poderia nascer um filho a um homem de cem anos? Seria possível a Sara conceber ainda na idade de noventa anos”? Nestas palavras somos levados a refletir das vezes em que nós também duvidamos de que Deus seja capaz de realizar algo que nos limites humanos é impossível. O que para Abraão era uma promessa para nós é realidade, pois hoje sabemos que a descendência de Abraão aí está e dela somos parte; afinal ele, Abraão é o nosso pai na fé..
Rezemos com o Salmista: Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, será feliz, tudo irá bem! A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa; os teus filhos são rebentos de oliveira ao redor de tua mesa.
Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. O Senhor te abençoe de Sião. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Gênesis 17,1. 9-10.15-22
Salmo: 127/128 
Evangelho: Mateus 8, 1-4

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