História dos Santos › 09/09/2016

Sexta 23ª. Semana comum

14199684_1065471370204754_5881855875947899587_nAmados irmãos e irmãs
“Pode acaso um cego guiar outro cego? Não cairão ambos na cova? Por que vês tu o cisco no olho de teu irmão e não reparas na trave que está no teu olho”?
As parábolas do Evangelho revelam o verdadeiro papel daquele que se diz guia; mestre ou modelo. O guia é para ser seguido; portanto deve refletir a luz de Cristo que ilumina os caminhos e afasta todas as trevas. Que ninguém se arvore guia vivendo na escuridão; pois levará seus seguidores à perdição.
O mestre é aquele que depois de ter guiado na luz faz seus seguidores se tornarem discípulos; o mestre é aquele que procura dar o melhor de si para que o discípulo o ultrapasse. O mestre não tem ciúmes ou inveja de seus discípulos. O mestre conduz o discípulo ao caminho da perfeição.
Por fim sendo bom guia e bom mestre poderemos dizer que estamos diante de um modelo; palavra que vem de molde, ou seja, podemos copiar imitar, fazer igual. O bom mestre que se torna modelo por vezes é confundido com seus discípulos tamanha a semelhança na prática do bem.
Ser cristão autêntico é ser guia a seguir; ideal a atingir e modelo a imitar. Cristo é o nosso verdadeiro Mestre e é n’Ele que devemos buscar inspiração. Na busca deste caminho de santidade só devemos tomar cuidado com a presunção e em especial a hipocrisia de nos julgarmos melhor que os outros.
São Cirilo de Alexandria bispo e doutor da Igreja no comentário sobre o Evangelho de Lucas, 6; PG 72, 601 nos ensina que o discípulo bem formado será como o mestre. O discípulo não está acima do seu mestre. Porque julgas, se o Mestre não o faz? Ele não veio para condenar o mundo, mas para o salvar (Jo 12,47). Entendida neste sentido, a palavra de Cristo significa: Se Eu não julgo, não julgues tu também, que és meu discípulo. Pode ser que tenhas culpas mais graves do que aquele que estás a julgar, e como te sentirás envergonhado ao tomares consciência disso. O Senhor ensina-nos o mesmo na parábola em que diz: Porque reparas no argueiro que está na vista do teu irmão? Aconselhando-nos com argumentos irrefutáveis a não julgarmos os outros, mas a perscrutarmos o nosso coração. Seguidamente incentiva-nos a libertarmo-nos dos desejos desregrados que nele estão instalados, pedindo a Deus essa graça. Efetivamente, é Ele que cura os que têm o coração abalado e nos liberta das nossas doenças espirituais. Porque, se os pecados que te esmagam são maiores e mais graves do que os dos demais, porque os censuras sem te preocupares com os teus?
Todos os que desejam viver devotamente, e, sobretudo aqueles que estão encarregados de formar os outros, tirarão certamente proveito deste preceito. Se forem virtuosos e sóbrios, vivendo de acordo com o Evangelho, acolherão com brandura os que ainda não agem do mesmo modo.
Na leitura da primeira carta de Paulo aos coríntios o apóstolo se sente acuado por acusações de que estava com seu ministério buscando bens materiais e afirmação pessoal e assim sendo reage afirmando que, para ele, evangelizar é “um dever” e que o faz livremente. Rezemos com o Salmista: O Senhor Deus é como um sol; é um escudo, e largamente distribui a graça e a glória. O Senhor nunca recusa bem algum àqueles que caminham na justiça. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 1Cor 9,16-19.22b-27
Salmo: 83
Evangelho: Lucas 6,39-42

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