Ano Ímpar › 20/02/2017

Segunda Feira – 7ª. Semana Comum

16865152_1228684777216745_2948253757445436963_nAmados irmãos e irmãs
“Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas”.
Você tem autoridade para ensinar? Muitos imaginam que esta autoridade da qual o Evangelho fala é a autoridade de um ministério ordenado como o de um bispo, padre, diácono ou até mesmo uma provisão em um ministério; quando na verdade ter autoridade é outra coisa. Vejam por exemplo quando um pai alcoólatra vai repreender o filho que está tomando cerveja, este pai não tem autoridade e isto porque ele não faz o que ensina. Tudo isto significa não viver o que prega.
Quanto a cura de algumas enfermidades, sobretudo as psíquicas, em que não se sabia a origem, no tempo de Jesus eram atribuídas a um espírito impuro (ao demônio). Da mesma forma que pela falta de explicação para o nascimento de crianças deficientes eles atribuíam isto a maldição sobre os pais.
O beato Charles de Foucauld, eremita e missionário no Saara em suas meditações sobre os Evangelhos nos ensina: “ A virtude que Nosso Senhor recompensa, a virtude que Ele louva, é quase sempre a fé. Por vezes louva o amor, como com Madalena (Lc 7,47); por vezes a humildade, mas esses exemplos são raros; é quase sempre a fé que recebe d’Eele recompensa e louvores. Porquê? Sem dúvida porque a fé é, se não a mais alta virtude (a caridade ultrapassa-a), pelo menos a mais importante, pois é o fundamento de todas as outras, incluindo a caridade, e também porque é a mais rara.
Ter verdadeiramente fé, a fé que inspira todas as ações, essa fé sobrenatural que despoja o mundo da sua máscara e mostra Deus em todas as coisas; que faz desaparecer todos os impossíveis; que retira sentido às palavras de inquietação, de perigo, de medo; que faz com que se caminhe na vida com uma calma, uma paz e uma alegria profundas, como um menino levado pela mão da mãe; que conduz a alma a um desapego tão absoluto de todas as coisas sensíveis, cujo vazio e puerilidade detecta claramente; que proporciona uma tal confiança na oração, a confiança da criança que pede uma coisa boa a seu pai; essa fé que nos mostra que tudo o que não for agradar a Deus é mentira; essa fé que nos faz ver tudo a outra luz — os homens como imagens de Deus, que é preciso amar e venerar, como retratos do nosso Bem-Amado, a quem devemos fazer todo o bem possível; as outras criaturas, como coisas que devem, sem excepção, ajudar-nos a ganhar o céu, louvando a Deus, quer através delas quer privando-nos delas — essa fé que, deixando entrever a grandeza de Deus, nos faz ver a nossa pequenez; que nos leva a fazer sem hesitar, sem corar, sem temer, sem jamais recuar, tudo o que é agradável a Deus: oh como é rara essa fé! Meu Deus concede-nos! Meu Deus eu creio, mas aumenta a minha fé! Meu Deus, faz com que eu creia e ame.
O livro do Eclesiástico nos ensina que: Toda a sabedoria vem do Senhor Deus, ela sempre esteve com ele. Ela existe antes de todos os séculos. Precisamos entender que esta sabedoria não é humana, mas sabedoria de Deus, e que nossa mente por questão de limitação humana jamais será capaz de compreender.
Rezemos com o Salmista: Deus é rei e se vestiu de majestade, revestiu-se de poder e de esplendor! Vós firmastes o universo inabalável, vós firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis! Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa, pelos séculos dos séculos, Senhor! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Eclesiástico 1,1-10
Salmo: 92/93
Evangelho: Marcos 9,14-29

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