Ano Ímpar › 13/02/2017

Segunda Feira – 6ª. Semana Comum

16708705_1220160434735846_8141496843079274907_nAmados irmãos e irmãs
“Jesus, porém, suspirando no seu coração, disse: Por que pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo: jamais lhe será dado um sinal”.
A brevidade da cena e do diálogo mostra a decisão deliberada e firme de Jesus. A adesão à pessoa de Jesus não pode se dar através de gestos espetaculares, de um sinal vindo do céu, mas através de uma decisão livre. Infelizmente nos dias de hoje vivemos muito o cristianismo dos sinais; algumas denominações não mais fazem momentos de adoração, louvor, silêncio e escuta, mas fica o tempo todo dando “testemunhos” e olha que alguns já se provaram são comprados.
É a Igreja do marketing da televisão e redes sociais onde os fiéis são tratados como “clientes” e se trava uma concorrência desleal com outras denominações. Em alguns destes lugares chega-se ao cúmulo de marcar hora para Jesus fazer o milagre; assim como também marcam hora para satanás aparecer e ser expulso.
Isto tudo demonstração de imaturidade da fé ou incredulidade; os milagres de Jesus não podem ser manipulados.
Talvez também nós sejamos vítimas da miopia religiosa que fica a procura de sinais estrondosos. Precisamos entender que Jesus é o sinal dado aos homens para que acreditem. E com Jesus podemos nós mesmos produzir o melhor sinal de Cristo em nossas vidas é o amor ao próximo que se traduz nas boas obras que devemos fazer
Para melhor entender o sinal que precisamos faremos uso das palavras de São Pio de Pietrelcina, capuchinho na CE, 57; Carta 3, 400ss. O mais belo ato de fé é aquele que brota nos teus lábios em plena obscuridade, entre os sacrifícios, os sofrimentos, o supremo esforço de uma vontade firme de fazer o bem. Tal como o relâmpago, este ato de fé rasga as trevas da tua alma; no meio dos raios da trovoada, eleva-te e conduz-te a Deus.
A fé viva, a certeza inabalável e a adesão incondicional à vontade do Senhor são a luz que ilumina os passos do povo de Deus no deserto. É esta mesma luz que brilha a cada momento em qualquer espírito agradável ao Pai. Foi também esta luz que conduziu os Magos e os levou a adorar o Messias recém-nascido. Ela é a estrela profetizada por Balaão (Nm 24,17), a tocha que guia os passos de cada homem que procura a Deus.
Ora, esta luz, esta estrela, esta tocha são também o que ilumina a tua alma, o que dirige os teus passos para evitar que cambaleie, o que fortifica o teu espírito no amor de Deus. Tu não o vês, não o compreendes, mas também não é necessário. Tu apenas verás trevas, que não são evidentemente as dos filhos da perdição, mas as que rodeiam o Sol eterno. Toma por seguro que este Sol brilha na tua alma; o profeta do Senhor cantou a seu respeito: Com a Tua luz eu verei a luz (Sl 35,10). Este é o sinal de que tanto precisamos!
Na leitura do Gênesis vemos o primeiro fratricídio da história onde o ciúme é o motivo; dons que o outro tem e nós não. O sacrifício de Abel é prefiguração do sacrifício de Jesus e na Carta aos Hebreus se diz que o sangue de Abel grita vingança e o de Jesus clama justiça, e oferece perdão e salvação.
Rezemos com o Salmista: Imola a Deus um sacrifício de louvor! Falou o Senhor Deus, chamou a terra, do sol nascente ao sol poente a convocou. Eu não venho censurar teus sacrifícios, pois sempre estão perante mim teus holocaustos. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Gn 4,1-15.25
Salmo: 49
Evangelho: Mc 8,11-13

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