Ano Ímpar › 04/04/2017

Segunda Feira – 5ª. Semana da Quaresma

17796501_1271918842893338_6978573849587230598_nAmados irmãos e irmãs
“Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou?” Respondeu ela: “Ninguém, Senhor”. Disse-lhe então Jesus: “Nem eu te condeno. Vai e não tornes a pecar”.
Devolver a dignidade da pessoa humana! Isto é um dos principais efeitos imediatos do perdão que Jesus concede.
Tomemos muito cuidado com o moralismo exacerbado; em uma comunidade verdadeiramente cristã ele é perigosíssimo, pois pode afastar de vez a misericórdia e o perdão.
O adultério é um pecado que não se comete sozinho, mas aí há que se perguntar: Onde está o homem? Esta pergunta é muito atual na medida em que a hipocrisia às vezes nos leva a relevar uma mesma falta entre pessoas por causa de sua classe social.
Hoje somos convidados a jogar nossas pedras fora, a desarmar nossos corações e mentes e assim testemunharmos o perdão e a misericórdia que vem de Deus.
No Evangelho de hoje vemos que se Jesus dissesse para apedrejar a mulher eles iriam acusá-lo de pregar misericórdia e perdão, mas não colocá-los em prática naquele caso concreto.
Se Jesus dissesse para não apedrejar eles o acusariam de estar desrespeitando a lei.
Sabiamente Jesus não disse uma coisa e nem outra, mas apenas disse que se dentre eles houvesse alguém sem pecado este teria o direito de atirar a primeira pedra e ninguém se atreveu a tal.
Jesus mais uma vez coloca o homem acima da lei. Ele não condena aquela mulher, mas apenas pede para que ela não peque mais.
Interessante destacar também que esta mulher adúltera é anônima, mas por muito tempo ela foi tratada como a Maria de Magdala e para fazer justiça vale esclarecer que Maria de Magdala ou Maria Madalena não é anônima, mas dela Jesus expulsou sete demônios.
O Papa Francisco na Exortação apostólica “Evangelii Gaudium / A alegria do evangelho”, §§ 1-3 nos ensina: A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria. O grande risco do mundo atual, com sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada. Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus. Este é um risco, certo e permanente, que correm também os crentes. Convido todos os cristãos, em qualquer lugar e situação em que se encontrem, a renovarem hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomarem a decisão de se deixar encontrar por Ele, de procurá-lo dia a dia sem cessar. Não há motivo para alguém poder pensar que este convite não lhe diz respeito, já que da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído. A quem arrisca, o Senhor não o desilude; e, quando alguém dá um pequeno passo em direção a Jesus, descobre que Ele já aguardava de braços abertos a sua chegada.
Este é o momento para dizer a Jesus Cristo: Senhor, deixei-me enganar, de mil maneiras fugi do vosso amor, mas aqui estou novamente para renovar a minha aliança convosco. Preciso de Vós. Resgatai-me de novo, Senhor; aceitai-me mais uma vez nos vossos braços redentores. Como nos faz bem voltar para Ele, quando nos perdemos! Deus nunca se cansa de perdoar, somos nós que nos cansamos de pedir a sua misericórdia. Aquele que nos convidou a perdoar setenta vezes sete (Mt 18,22) dá-nos o exemplo: volta uma vez e outra a carregar-nos aos seus ombros (Lc 15,5). Ninguém nos pode tirar a dignidade que este amor infinito e inabalável nos confere. Ele permite-nos levantar a cabeça e recomeçar, com uma ternura que nunca nos defrauda e sempre pode restituir-nos a alegria. A profecia de Daniel vem nos contar um caso interessante sobre Suzana e que nos leva a refletir que a mentira jamais nos levara a algum lugar. O método usado para desmascarar aqueles falsários é até os dias atuais é usado pelos policiais para desvendar crimes, ou seja, ouvir as testemunhas em apartado e confrontar o que dizem. Quem diz a verdade não cai em contradição; pois a verdade a gente não esquece ao passo que a mentira por ser sempre rica em detalhes leva o mentiroso a cair em contradição; pois não se lembra de todos os detalhes que inventou ou então troca alhos por bugalhos. Nos meios jurídicos sempre se diz que quando uma pessoa ao contar um fato o enriquece com detalhes extravagantes é quase que certeza que este testemunho é falso. Imagine uma testemunha de acidente de transito ocorrido há três anos que ao depor diz: Meritíssimo Juiz meu relógio marcava dezesseis horas, quarenta cinco minutos e trinta segundos quando olhei para o semáforo e vi que estava verde para o carro da vítima que era um Ford KA azul de placas BLX 3452 da cidade de Batatais SP; o motorista estava de óculos escuros e com camisa verde água, etc.
Rezemos com o Salmista: Senhor vós sois o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejante tu me levas a descansar. Para as águas repousantes me encaminha e restaura as minhas forças. Tu me guias no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco.
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Daniel 13,1-9.15-17.19-30.33-62 ou 41-62
Salmo: 23
Evangelho: Jo 8,1-11

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