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Ano Ímpar › 13/05/2019

Segunda Feira – 4ª. Semana da Páscoa

Amados irmãos e irmãs

“Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância”.

Vemos hoje que Jesus usa uma linguagem onde aparecem as palavras redil, porta, pastor, ovelhas, ladrão, assaltante, etc.
Isto às vezes nos leva a concluir que nós somos as ovelhas sãs e salvas e os ladrões são os que estão de fora quando na verdade Jesus na alerta que dentro da comunidade também tem ladrão e assaltante que se passa por ovelha.
Se Jesus é a porta não existe outro caminho; é preciso fazer a experiência querigmática com Jesus e quem não a faz são os que entraram às escondidas pelos fundos e com certeza não suportarão as provações.
Jesus é ao mesmo tempo sacerdote e vítima, pastor e cordeiro e nós a sua imagem e semelhança também somos chamados a ser ovelhas e pastores, sempre teremos alguém que cuida de nós; mas também sempre teremos alguém para cuidar.
O pai é pastor para seus filhos e sua família, mas ao mesmo tempo se torna ovelha, pois a esposa e filhos também cuidam dele.
No dia da ressurreição Maria estava a chorar e não o conheceu pelo olhar então Ele a chamou pelo nome e ela o reconheceu pela voz
Ele disse a Simão Pedro: Simão, filho de João, tu amas-me? E acrescentou: Segue-me! (Jo 21, 15.19). Do mesmo modo chamou Lázaro da morte. Desde então o bom pastor, que tomou o lugar das suas ovelhas e que morreu para que elas pudessem viver para sempre, precede-as, e elas seguem o Cordeiro para toda a parte.
Quanto a ovelha que se desgarrou e foi resgatada é preciso entender que aquele a quem Deus perdoou já não deve ser chamado de pecador; a não ser eu volte a pecar. O cristianismo é contra o princípio mundano de que não existe ex. Muitos de duro coração saem por aí a dizer que não existe ex-prostituta; ex – ladrão; ex – dependente químico; etc. Nós cristãos cremos piamente que pela graça e misericórdia de Deus, muitos foram resgatados e são sim ex, pois não voltaram a vida do homem velho.
No livro dos Atos vemos Pedro dizer: “Pois, se Deus lhes deu a mesma graça que a nós que cremos no Senhor Jesus Cristo, com que direito me oporia eu a Deus”? Isto para nós nos dias de hoje soa como que uma advertência pelas vezes em que queremos que o Espírito Santo atue somente para aqueles que estão em nossas comunidades. Precisamos entender e aceitar que o Espírito age onde, como e quando quer. Ele não é refém de nossos caprichos ou algo em que podemos adquirir direitos de exclusividade. Nós não somos exclusivos de um Rebanho de qualidade superior a todos os demais, os “queridinhos e prediletos” de Deus.

Rezemos com o Salmista: Assim como a corça suspira pelas águas correntes, suspira igualmente minha alma por vós ó meu Deus! Enviai vossa luz, vossa verdade: elas serão o meu guia; que me levem ao vosso monte santo, até a vossa morada! Amém.

Reflexão feita por Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Atos 11,1-18
Salmo: 42
Evangelho: João 10,1-10

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