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Ano Par › 27/01/2020

Segunda Feira – 3ª Semana Tempo Comum


Amados irmãos e irmãs

“Em verdade vos digo: todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, mesmo as suas blasfêmias; mas todo o que tiver blasfemado contra o Espírito Santo jamais terá perdão, mas será culpado de um pecado eterno.”
Neste Evangelho surge a expressão que tanta polêmica causa até hoje: O que é pecar contra o Espirito Santo?
De maneira simples diríamos que é não reconhecer Jesus diante dos homens, negando toda a obra da Salvação que ele realizou a nosso favor. É não aceitar, não acreditar e nem consentir que o Espírito de Deus haja em nossas vidas. É o homem romper com Deus e levar a vida de seu jeito.
É o fechamento da pessoa ao testemunho que o Espírito dá de Jesus; blasfêmia contra o Espírito Santo é fechamento ao perdão que Jesus oferece. Daí que não é Deus quem não perdoa, mas a pessoa que rejeita o perdão. A blasfêmia contra o Espírito Santo é fechamento à graça de Deus.
Quando alguém denuncia as mazelas que acontecem na comunidade nada melhor do que tentar denegrir a imagem desta pessoa para que ninguém dê crédito ao que ela fala e foi justamente isto que tentaram fazer com Jesus; pois a fama de Jesus chegou aos ouvidos das autoridades e estas começaram a fazer uma campanha de difamação contra Jesus.
Santo Ambrósio, bispo e doutor da Igreja no Comentário sobre o Evangelho de Lucas, 7, 91-92; SC 52 nos ensina: Uma vez que diziam que Ele expulsava os demônios por Belzebu, príncipe dos demônios, Jesus quis mostrar, com esta palavra, que o seu reino é indivisível e eterno. Com razão respondeu a Pilatos: O meu reino não é deste mundo (Jo 18,36). Portanto, os que não põem a sua esperança em Cristo, mas pensam que os demônios são expulsos pelo príncipe dos demônios, esses, diz Jesus, não pertencem a um reino eterno. Quando a fé se rasga, o reino dividido não pode manter-se. Se o reino da Igreja vai durar eternamente é porque a sua fé não está dividida e o seu corpo é um só: há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por todos e permanece em todos (Ef 4,5-6).
Que loucura sacrílega! O Filho de Deus encarnou para esmagar os espíritos impuros, arrancar o espólio ao príncipe do mundo e dar aos homens o poder de destruir o espírito do mal (cf Lc 10,19), […] e eis que alguns pedem auxílio ao poder do demônio. No entanto, como diz Lucas, é pelo dedo de Deus (11,20) ou, como diz Mateus, pelo Espírito de Deus (12,28) que Jesus expulsa os demônios. Por aí entendemos que o Reino de Deus é indivisível, tal como um corpo é indivisível, uma vez que Cristo está à direita de Deus e o Espírito parece ser comparável ao seu dedo. Porque é nele que habita realmente toda a plenitude da divindade (Cl 2,9).
O amor mútuo entre todos os irmãos que pertencem a uma comunidade é a maior bênção. A unidade é força e ao mesmo tempo, é felicidade para todos que vivem juntos.
Na leitura do segundo livro de Samuel nos é narrado o pedido do povo e dos anciãos para que Davi assuma como rei e aí etmos o início do reinado de Davi. Uma de suas primeiras ações é apoderar-se da fortaleza de Sião, que é a cidade de Davi, que tem um imenso valor simbólico para todo o Israel. O autor ainda nos diz que o Senhor, Deus dos exércitos, estava com ele.

Rezemos com o Salmista: Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor, e o ungi, para ser rei, com meu óleo consagrado. Estará sempre com ele minha mão onipotente, e meu braço poderoso há de ser a sua força. Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele, sua força e seu poder, por meu nome, crescerão. Eu farei que ele estenda sua mão por sobre os mares, e a sua mão direita estenderei por sobre os rios. Amém

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 2 Samuel 5,1-7.10
Salmo: 88/89
Evangelho: Marcos 3,22-30

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