Ano Ímpar › 20/03/2017

Segunda Feira – 3ª. Semana Quaresma

20 r sirio naamãAmados irmãos e irmãs

Jesus cita Elias e Eliseu atuando em favor de pessoas que não faziam parte do povo eleito para mostrar o caráter universal da Salvação. E Ele Jesus também veio não só para os da Casa de Israel, mas para todos os povos, raças e nações!

A simples pertença á Igreja Católica, através do Batismo, não nos dá a Salvação, precisamos nos abrir a ação do Espírito; pois caso contrário estaremos agindo como os conterrâneos e contemporâneos de Jesus que julgavam que a salvação era exclusividade do povo de Israel.

Não há nada nem ninguém que possa impedir o Senhor de continuar o seu caminho de realização da vontade do Pai. Isto serve para todos aqueles que são chamados para que diante das dificuldades passe pelo meio deles e continue o seu caminho; que na verdade é o caminho do Senhor! Nós precisamos estar dispostos a acolher o modo escolhido por Deus para se revelar, para realizar as suas intervenções salvíficas. Não faz sentido impor condições a Deus.

São João Crisóstomo doutor da Igreja no Sermão sobre Elias e a viúva, e as esmolas nos ensina que: A viúva de Sarepta recebe o profeta Elias com toda a generosidade e esgota toda a sua pobreza em sua honra, embora seja uma estrangeira de Sídon. Ela nunca tinha ouvido o que os profetas dizem acerca do mérito da esmola, e muito menos ainda a palavra de Cristo: Tive fome e destes-me de comer (Mt 25,35). Prossegue o doutor dizendo Qual será a nossa desculpa se, depois de tais exortações, depois da promessa de tão grandes recompensas, depois da promessa do Reino dos Céus e da sua felicidade, não chegarmos ao mesmo grau de bondade que esta viúva? Nós, que fomos instruídos pelos profetas, que ouvimos os ensinamentos de Cristo, que tivemos a possibilidade de refletir sobre as coisas futuras, que não estamos ameaçados pela fome, que temos muito mais do que esta mulher, seremos desculpados se não ousarmos tocar nos nossos bens para os dar? Negligenciaremos a nossa própria salvação? Manifestemos portanto para com os pobres uma grande compaixão, a fim de sermos dignos de possuir para sempre as coisas que hão-de vir, pela graça e pelo amor de Nosso Senhor Jesus Cristo para com a humanidade.

Na leitura o episódio da cura de Naamã vemos que que a lepra, vista como castigo divino, implicava separação, impureza, solidão. Era uma situação humanamente insolúvel, sem esperança, mas Naamã acolhe a proposta de uma jovem prisioneira israelita, e vai ao encontro do profeta que está na Samaria. Naamã deixa de lado o orgulho e o preconceito para seguir as orientações do profeta Eliseu, tão simples que parecem banais, mas é assim que recupera a saúde e dispõe-se a uma profissão de fé no Deus de Israel. O sírio nos faz ver quantas vezes somos como ele querendo exigir que Deus dê grandes sinais; que as orações sejam extensas e belas ou que tenhamos que fazer coisas difíceis para alcançar de Deus a sua graça. Quantas pessoas não viajam quilômetros e gastam o que não podem para visitar santuários e depois vem a decepção por ter encontrado nestes lugares o que tinha em sua paróquia.

Rezemos com o Salmista: Quando terei a alegria de ver
a face de Deus? Envie vossa luz, vossa verdade: elas serão o meu guia; que me levem ao vosso monte santo, até a vossa morada! Então irei aos altares do Senhor, Deus da minha alegria. Vosso louvor cantarei ao som da harpa, meu Senhor e meu Deus!

 

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco

Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

 

Leitura: 2 Reis 5,1-15

Salmo: 42

Evangelho: Lucas 4,24-30

 

 

 

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