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Ano Par › 19/11/2018

Segunda Feira – 33ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs
“Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!”.
Hoje somos convidados a repetir com o cego esta linda frase: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!”.
E se Jesus nos perguntar o que queremos com certeza devemos responder: “Cura o nosso coração Senhor! Cura de todo tipo de cegueira”.
Se Jesus sabia que ele era cego porque então perguntou o que ele queria? Simplesmente porque Jesus sabia que a necessidade maior não era a cura física da cegueira…
Creio que a estrada de Jericó dos tempos atuais sejam as calçadas das cracolândias onde amontoam senão cegos fisicamente, mas com certeza cegos espirituais que mais parecem zumbis que vagam por uma vida totalmente desprovida de sentido.
Os que tentaram impedir a aproximação são hoje àqueles que não mais acreditam que Jesus pode curar e transformar vidas.
São aqueles que não acreditam que os excluídos devam ter chance. São aqueles que mesmo dentro da Igreja julgam que não podemos perder tempo com este tipo de pessoa.
Curado por Jesus, o homem passa a segui-lo, glorificando a Deus. Neste cego pode-se ver a dificuldade dos próprios discípulos em compreender Jesus.
Os pobres que começam a ver integram-se no Reino, o que é fonte de alegria e motivo de glória a Deus.
Foi da boca de um pobre excluído que ecoou naquele tempo o grito de toda a humanidade e ainda hoje Deus usa a boca dos mais simples para gritar por toda a humanidade que se encontra mergulhada em total cegueira espiritual provocada pelo relativismo e indiferentismo religioso.
São Rafael Arnaiz Barón, monge trapista em seus Escritos espirituais nos ensina: Tenho um tesouro tão grande. Quereria gritar de alegria e proclamar a toda a Criação: louvai o Senhor, amai o Senhor, que é tão grande, que é Deus. O mundo não vê; o mundo está cego e Deus tem necessidade de amor. Deus tem necessidade de muito amor. Não consigo dar-lhe tudo o que Ele me pede, sou pequeno, estou a enlouquecer, queria tanto que o mundo o amasse, mas o mundo é seu inimigo. Senhor, que grande suplício! Vejo-o e não consigo remediá-lo. Sou demasiado pequeno e insignificante. O amor que tenho por ti esmaga-me, quereria que os meus irmãos, todos os meus amigos, todo o mundo, te amasse muito. Que pena me fazem os homens que, vendo passar o cortejo de Jesus e dos seus discípulos, ficam insensíveis. Que alegria não sentiriam os apóstolos e os amigos de Jesus de cada vez que uma alma abria os olhos, deixava tudo e se unia a eles, seguindo o Nazareno, a Ele, que não pedia senão um pouco de amor. Vamos segui-Lo, minha querida irmã? Ele vê as nossas intenções e olha para nós, sorri e ajuda-nos. Não há nada a temer; seremos os últimos do cortejo que percorre as terras da Judeia, em silêncio, mas alimentados por um amor enorme, imenso. Não são precisas palavras. Não precisamos de chegar ao seu alcance para que Ele nos veja. Não precisamos de grandes obras, nem de nada que lhe chame a atenção: seremos os últimos amigos de Jesus, mas aqueles que o amam mais.
No livro do Apocalipse encontramos interessante página a nos mostrar que Deus conhece nossas obras, nosso trabalho e paciência, sabe que às vezes não suportamos os maus; mas este mesmo Deus nos adverte de que deixamos esfriar o primeiro amor, ou seja, aquele entusiasmo dos primeiros tempos.
Ele nos convida a arrepender e retornar ao primeiro amor. No ano da fé toda Igreja é convocada a pensar neste retorno ao entusiasmo inicial.
Rezemos com o salmista: Senhor Deus e Pai continuai a vigiar o caminho dos vossos eleitos dentre os quais pedimos para ser contados e que possamos meditar dia e noite na tua lei. Amém

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Apocalipse 1,1-4; 2,1-5
Salmo: 1
Evangelho: Lucas 18,35-43

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