Ano Ímpar › 20/11/2017

Segunda Feira – 33ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs23376090_1488848384533715_3034942387730075318_n
“Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” “Que queres que te faça?” Respondeu ele: “Senhor, que eu veja”. Jesus lhe disse: “Vê! Tua fé te salvou”. Lucas não diz o nome deste cego, mas em Marcos vemos que seu nome é Bartimeu – o filho de Timeu (Mc 10,46). Jesus está sempre de passagem, é um Messias itinerante e por onde passa desperta interesse e atrai as pessoas, ele faz viver, ele suscita a fé na vida. Assim como Bartimeu somos convidados a nos colocar à beira do caminho de Jerusalém para esperar o Mestre.
Isto porque não podemos nos esquecer de que uma das razões que nos impedem de sermos autenticamente nós mesmos e encontrar nosso caminho é não compreender até que ponto estamos cegos.
Mas qual é a cegueira para a qual devemos pedir piedade ao Filho de Davi? Com certeza é a cegueira do relativismo que nos leva ao egoísmo, a idolatria, ao pecado com suas mais diversas manifestações, cujo resultado é a coisificação da pessoa, reduzindo-a à mais terrível escravidão.
É preciso abrir os olhos da fé para poder entender a libertação que o Reino anunciado por Jesus traz a cada um de nós. Mas não nos esqueçamos de que não é possível escutar a Palavra de Deus, se não estivermos dispostos a escutar os homens. Por isso, a dificuldade da fé não é outra coisa que nosso próprio egoísmo, nossa autossuficiência, porque a fé é abertura, encontro, aceitação. O cego que voltou a ver é o símbolo de todos os homens que desejam ver, caminhar e viver. Sobretudo é um símbolo para todos em tempos de crise, de obscuridade, de desorientação. Com Jesus o homem se encontra consigo mesmo e com Deus. A fé em Jesus é uma luz que ilumina e dá sentido à nossa vida porque põe claridade na origem, de onde viemos e no término, para onde vamos. E quão bom será podermos como o cego Bartimeu passar a seguir os passos de Jesus e dizer a todos que estamos como Jesus a caminho de Jerusalém para passar pela morte e vitória com a ressurreição.
Na leitura do primeiro livro dos Macabeus vemos que muitos dos filhos de Israel procuraram e adotaram costumes estranhos abandonando a fé no Deus de seus pais; no entanto alguns resistiram sendo trucidados. Se atualizarmos esta palavra veremos que nos dias atuais muitos que se dizem cristãos estão querendo mundanizar o ambiente eclesial ao invés de cristianizar o mundo. Não podemos por mais bonito que possa parecer trazer costumes que contradizem a fé para o interior de nossas comunidades. O que devemos fazer é ser sinal do amor de Deus no mundo de hoje.
Rezemos com o Salmista: Mesmo que os ímpios me amarem com seus laços, nem assim hei de esquecer a vossa lei. Libertai-me da opressão e da calúnia, para que eu possa observar vossos preceitos! Meus opressores se aproximam com maldade; como estão longe, ó Senhor, de vossa lei! Como estão longe de salvarem-se os pecadores, pois não procuram, ó Senhor, vossa vontade! Amém.

Reflexão feita pelo DiáconoIrmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 1 Macabeus 1,10-15.41-43.54-57.62-64
Salmo: 118/119 
Evangelho: Lucas 18,35-43

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