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Ano Par › 12/11/2018

Segunda Feira – 32ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs

É impossível não haver escândalos na comunidade!
Esta frase de impacto sai da boca do próprio Cristo, numa alusão clara de que não existe comunidade perfeita onde nada de errado aconteça. Isto nos consola e conforta diante dos erros que às vezes são cometidos por membros da comunidade.
Esta frase vem acompanhada de um alerta: “Mas aí daqueles que o cometerem”! O escândalo não é um erro qualquer ou um pecado qualquer, mas é algo grave que compromete a comunidade. O escândalo geralmente traz muito desgaste, provoca divisão, perdas, etc. Por isto Jesus adverte que melhor lhe seria que se lhe atasse em volta do pescoço uma pedra de moinho e que fosse lançado ao mar, do que levar para o mal a um só destes pequeninos.
Outro ponto importante é que após falar do escândalo Jesus vem e fala da correção fraterna e do perdão. Só um Deus misericordioso seria capaz de fazer tão nobre declaração após tão séria advertência.
Se teu irmão pecar repreende – o; se arrepender, perdoa-lhe. Se pecar sete vezes no dia contra ti e sete vezes no dia vier pedir perdão perdoa-lhe. Nós que vivemos em comunidade sabemos como é difícil conviver um com o outro diante de tantas diferenças.
Jean Paul Vanier grande homem de Deus escreveu um livro com o nome: Comunidade lugar da festa e do perdão. Recomendamos a todos que leiam e entendam que é na comunidade que aprendemos a perdoar e consequente mente conviver com o diferente.
Os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta-nos a fé!” No linguajar humano, isto quer dizer que a fé pode ser medida em quantidade.
A fé embora seja dom de Deus não é igual em todos sobre os quais é derramada. Quando Jesus diz: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda…” significa que se os apóstolos tinham fé menor que um grão de mostarda imagine a nossa fé!
Isaac da Estrela, monge cisterciense no Sermão 31: PL 194,1792, SC 207 nos diz: Perdoar sete vezes ao dia! Levai os fardos uns dos outros de outros; assim cumprireis a lei de Cristo; Suportai-vos uns aos outros com amor (Gl 6,2; Ef 4,2): é esta a lei de Cristo. Quando vejo no meu irmão alguma coisa incorrigível, como resultado de dificuldades ou de enfermidades físicas ou morais, porque não suportá-lo com paciência, porque não consolá-lo com todo o coração, segundo a palavra da Escritura: Os seus filhos serão levados ao colo e consolados sobre os joelhos (Is 66,12)? Faltar-me-á essa caridade que tudo suporta, que é paciente para apoiar, indulgente para amar? De qualquer maneira, esta é a lei de Cristo: na sua Paixão, Ele realmente tomou sobre Si as nossas enfermidades e, na sua misericórdia, carregou com as nossas dores (Is 53,4), amando aqueles que carregava, carregando aqueles que amava. Quem, ao contrário, é agressivo para com o irmão em dificuldades, quem o atormenta pelas suas fraquezas, sejam elas quais forem, submete-se obviamente à lei do diabo e executa-a. Sejamos, pois compassivos uns com os outros e cheios de amor fraternal; suportemos as fraquezas e lutemos contra os vícios. E qualquer tipo de vida que permita entregar-se com mais sinceridade ao amor de Deus e, por Ele, ao amor ao próximo – seja na vida religiosa ou na vida laica – é verdadeiramente agradável a Deus.
Paulo fala a Tito sobre as qualidades de um pastor dentre as quais destacamos: que seja hospitaleiro amigo do bem, prudente, justo, piedoso, continente, firmemente apegado à doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a sã doutrina e rebater os que a contradizem. Como vemos a tarefa de um bispo não é nada fácil por isto é obrigação de cada um de nós rezarmos todos os dias pelo nosso bispo
Rezemos com o Salmista: Senhor que sejamos sempre a geração dos que buscam vossa face, que não sejamos motivo de escândalos aos pequenos e que saibamos perdoar uns aos outros para que sejamos contados entre aqueles sobre os quais desce a vossa bênção. Amém

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Tito 1,1-9
Salmo: 24
Evangelho: Lucas 17,1-6

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