Ano Ímpar › 24/04/2017

Segunda Feira – 2ª. Semana da Páscoa

18157535_1297232640361958_6601219521665322435_nAmados irmãos e irmãs
“Em verdade, em verdade, te digo, se alguém não nasce da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus. Quem nasce da carne é carne; quem nasce do Espírito é espírito”.
Nicodemos dirigente judeu de prestígio conversa com Jesus à noite, que significa a resistência para deixar-se iluminar por Jesus, bem como o medo de que outros saibam do encontro. Nicodemos reconhece a bondade de Jesus tanto nas palavras como na ação.
Diante das palavras de Nicodemos, Jesus afirma: “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus”. O que Jesus quer enfatizar é o nascimento “do alto” ou de Deus. A expressão “nascer de novo” designa um giro completo da existência que situa o homem em dependência de Deus na fé.
Santa Gertrudes de Helfta, monja beneditina nos Exercícios, n.º 1, Para recuperar a inocência batismal; SC 127 nos diz: Para a imersão na fonte batismal: Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Jesus, fonte da vida, faz-me beber a taça de água viva na própria fonte que és Tu, a fim de que, tendo-te saboreado para a eternidade, não tenha outra sede senão de Ti (cf Jo 4,10)! Imerge-me toda inteira nas profundezas da tua misericórdia! Batiza-me e entrega-me sem mancha à tua preciosa morte. Com a água do teu Santíssimo lado (Jo 19,34), lava-me de toda a mácula com que manchei a inocência batismal! Preenche-me com o teu Espírito e toma total posse de mim na pureza do corpo e da alma.
Para a veste branca: Jesus, sol de justiça (Ml 3,20), consente que seja revestida com a tua pessoa, e assim viva segundo a tua palavra! Permite que, sob a tua direção, seja capaz de manter branca, santa e imaculada a veste da inocência batismal para que, apresentando-a sem mácula no teu tribunal, a conserve para a vida eterna!
Para pedir a iluminação interior na entrega do círio: Jesus, luz inextinguível, acende em mim a candeia ardente do teu amor, e faz que ela nunca se apague; ensina-me a conservar o meu batismo livre de todo o pecado, para que, convidada então para as tuas bodas, dos pés à cabeça mereça entrar nas delícias da vida eterna, onde te verei, ó verdadeira luz, e à doce face da tua divindade (cf Mt 25,1 ss)! Senhor, meu Deus, meu Criador e Reparador, renova hoje mesmo o meu coração com o teu Espírito. Senhor meu Deus, verdadeiro Rei, torna-me grande na fé, alegre na esperança, paciente na tribulação, digna das delícias dos teus louvores, cheia do fervor do Espírito Santo, fielmente afeiçoada ao teu serviço e perseverante na tua vigilância até ao último dia da minha vida! Desse modo, contemplarei um dia verdadeiramente com os meus olhos aquilo em que creio e espero. Então, ver-te-ei tal como és, face a face (1Jo 3,2; 1Cor 13,12); então, doce Jesus, Tu me saciarás de Ti próprio; e na contemplação do teu divino rosto serás o meu repouso eterno. Amém.
A leitura dos Atos dos apóstolos nos mostra uma coisa interessante, ou seja como que para a prática do mal até os inimigos se aliam, como foi o caso de Herodes e Pilatos.
A comunidade cristã reage à perseguição, não concertando estratégias humanas, mas com a oração. Esta oração, a mais pormenorizada que encontramos no Novo Testamento, está construída sobre um esquema tripartido, comum na época. Começa por invocar a Deus criador, menciona alguns dos seus atributos e, finalmente, apresenta o pedido. O ponto central da oração é constituído pela citação do Sl 2, 1-2. O que aí se anuncia foi integralmente realizado na paixão, morte e ressurreição de Jesus. Não importa, pois, que os reis da terra, representados em Herodes, conspirem contra Jesus, o Messias, e que os príncipes, representados por Pôncio Pilatos, se aliem contra o Senhor. A ressurreição de Jesus torna inútil toda essa oposição. A comunidade sabe que tem de passar pela mesma sorte de Jesus. Por isso, pede a Deus, não o fim da perseguição, mas a liberdade e o poder anunciar com palavras e obras a Boa Nova de Cristo morto e ressuscitado.
Rezemos com o Salmista: Felizes hão de ser todos aqueles que põem sua esperança no Senhor; porque que me falou o Senhor Deus: “Tu és o meu Filho, e eu hoje te gerei! Podes pedir-me, e em resposta eu te darei por tua herança os povos todos e as nações, e há de ser a terra inteira o teu domínio. Com cetro férreo haverás de dominá-los, e quebrá-los como um vaso de argila!

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Atos 4, 23-31
Salmo: 2
Evangelho: Jo 3,1-8

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