Ano Ímpar › 14/08/2017

Segunda Feira – 19ª. Semana Comum

20729551_1406852936066594_5249051102029914416_nAmados irmãos e irmãs
“O Filho do Homem deve ser entregue nas mãos dos homens. Matá-lo-ão, mas ao terceiro dia ressuscitará”.
Eis mais um anúncio da paixão que causa grande tristeza e aflição a todos os seguidores de Jesus; pois não compreendiam o porquê do Mestre ter que passar pela via crucis.
Neste Evangelho vemos que Jesus não quer criar polêmica com os cobradores de impostos, Ele sabe que se trata de questiúncula de menor importância que não poderia criar resistência em relação ao Reino por Ele anunciado. Se Ele fosse intransigente poderia afastar as pessoas e assim mesmo sendo Ele o filho de Deus que estaria dispensado do imposto fez questão de pagar por Ele e por Pedro.
Jesus vem nos mostrar que seu reino não é como os reinos deste mundo; entretanto Ele é fiel a natureza humana, e não um alienado e fanático religioso; por este motivo Ele se submete as leis humanas ao determinar a Pedro que pague o imposto pelos dois. A didracma é a moeda de prata da Grécia antiga, no valor de duas dracmas e este era o valor devido por pessoa; como eram em dois (Pedro e Jesus) teriam que pagar duas didracmas e aí a moeda era o estatere que tinha o valor de 4 dracmas ou duas didracmas.
Santo Ambrósio bispo e doutor da Igreja em seu comentário ao Salmo 48, 14-15 nos ensina: Como pode ainda um homem considerar o próprio sangue como preço suficiente para a sua redenção, depois de Cristo ter derramado o seu sangue pela redenção de todos? Haverá alguém cujo sangue se possa comparar ao sangue de Cristo, Ele que pelo seu sangue reconciliou o mundo com Deus? Que vítima melhor poderá haver? Que sacrifício poderá ser mais precioso? Que advogado poderá ser mais eficaz do que Aquele que se tornou propiciação pelos pecados de todos os homens e deu a sua vida como redenção por todos nós?
O que se exige, portanto, não é a propiciação ou o resgate que pode oferecer cada um de nós, porque o preço de todos é o sangue de Cristo, pelo qual o Senhor Jesus nos remiu e reconciliou com o Pai; e levou com afã o seu labor até ao fim, tomando sobre si a nossa própria fadiga. Por isso nos diz: Vinde a Mim, todos vós que andais sobrecarregados e oprimidos, e Eu vos aliviarei (Mt 11,28). Com efeito, nem o homem pode dar seja o que for em expiação pela sua redenção uma vez que ficou livre do pecado de uma vez por todas pelo sangue de Cristo, nem o homem é por isso mesmo dispensado do sofrimento que possa suportar na observância dos preceitos de vida eterna e em quaisquer esforços para não se desviar dos mandamentos do Senhor. Enquanto viver, será com o seu afã que a sua perseverança deverá contar para alcançar a vida eterna, sob pena de voltar à morte quem já estava salvo das garras da morte.
No livro do Deuteronômio vemos que Moisés exorta aos filhos de Israel que o nosso Deus nos pede que apenas andemos em seus caminhos amando-o e servindo-o de todo o teu coração e de toda a tua alma. Este Deus não faz distinção de pessoas e aqui nos é chamado à atenção em especial no trato com os estrangeiros os órfãos e as viúvas. Mais importante do que a circuncisão tradicional é a circuncisão que devemos fazer em nosso coração e principalmente sermos flexíveis ao não endurecer a cerviz.
Rezemos com o Salmista: Glorifica o Senhor, Jerusalém! Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! Pois reforçou com segurança as tuas portas e os teus filhos, em teu seio, abençoou. Anunciai a Jacó sua palavra, seus preceitos e suas leis a Israel. Nenhum povo recebeu tanto carinho, a nenhum outro revelou os seus preceitos. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Deuteronômio 10,12-22
Salmo: 147
Evangelho: Mateus 17,22-27

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