Ano Ímpar › 19/06/2017

Segunda Feira – 11ª. Semana Comum

segundaAmados irmãos e irmãs
“Se alguém te citar em justiça para tirar-te a túnica, cede-lhe também a capa”.
Não se trata de levar ao pé da letra, mas bem que em alguns casos poderíamos agir assim como muitos mártires e santos fizeram.
Como entender e praticar nos tempos atuais ensinamentos tão contrários aos valores da pós-modernidade? Seremos chamados de bobo! O que o Evangelho quer mostrar é que num coração que ama, num coração cristão não há espaço para vingança. O Antigo Testamento foi interpretado assim pelos nossos antepassados, ou seja, a ideia de um Deus vingador e a Lei do Talião “Olho por olho por olho, dente por dente” é a tradução desta visão; pois ela era vista como boa na medida em que evitaria que a vingança fosse mais danosa do que a ofensa.
Jesus vem e mostra a face amorosa do Pai! Esta é a face que se oferece para levar outra bofetada.
Aqui na comunidade costumamos dizer que jargões do tipo: “Comigo bateu levou; vou pagar na mesma moeda; comigo é uma no cravo outra na ferradura; não levo desaforo para casa; etc.”; não são cristãos, ou seja, o cristão leva sim desaforo para casa; o cristão às vezes não responde uma ofensa com outra e por aí vai. Nós cristãos somos chamados a ir além; temos que ser capazes de manifestar perdão e misericórdia nos ambientes mais hostis. Quando alguém como dedo em riste te ofender com mil e um palavrões mantenha a calma e se possível olhe bem dentro do olho do ofensor e diga: “porque me ofendes; eu não vou gritar com você; eu posso até estar morrendo de vontade de gritar ou de dar uma bofetada, mas não vou fazer isto porque sou cristão e meu Deus é amor, perdão e misericórdia”. Com estas atitudes nós cristãos estaremos dando testemunho de que a violência pode dar lugar ao amor.
Na segunda carta de Paulo aos coríntios nos é ensinado que se somos motivo de escândalo o nosso ministério será criticado. Se aceitarmos ser ministros de Deus, precisamos entender que por mais difícil que seja teremos que ter serenidade nas tribulações, nas misérias, nas angústias e nas privações. Nós sabemos a quem servimos então se nos olham como impostores, sabemos que somos sinceros; se pensam que agonizamos estamos com vida; se acham que somos condenados estamos livres da morte. Se nos julgam sem posses, nós temos a certeza que tudo possuímos!
Rezemos com o Salmista: Cantai ao Senhor Seus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória. O Senhor fez conhecer a salvação e, às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel. Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 2 Coríntios 6,1-10
Salmo: 97/98
Evangelho: Mateus 5,38-42

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