Ano Ímpar › 18/02/2017

Sábado – 6ª. Semana Comum

18 xevanAmados irmãos e irmãs

“Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz! ”

O Monte Tabor onde supostamente teria ocorrido a transfiguração é uma alta colina localizada no Leste do Vale de Jizreel, 17 km a oeste do Mar da Galiléia e o seu topo está a 575 metros acima do nível do mar.

Jesus assumiu de tal forma a condição humana que era difícil aos apóstolos enxergar nele algo especial; daí a surpresa na transfiguração.

Subir em uma montanha para orar é fazer ascese, é exercício espiritual que nos leva a afastar das preocupações do mundo e permite focar nossa atenção só na oração que estivermos dirigindo ao Pai.

Jesus hoje nos mostra o caminho da Cruz como única via para se chegar à glória da ressurreição, prefigurada no Tabor.

Os apóstolos não compreenderam, no momento, o episódio da transfiguração, mas quando o Espírito desce sobre eles em Pentecostes, tornam-se as testemunhas do fato decisivo da cruz e da ressurreição.

Muitas vezes nós somos surpreendidos pela dúvida na missão a nós confiada; não sabemos como e nem o que fazer; não entendemos o que acontece ao redor, mas assim como os discípulos seguimos em frente apenas na fé e só depois de outros acontecimentos é que vamos entender o que Deus queria de nós.

Os que dormem podem não entender o que está acontecendo quando acordam e por isto às vezes tal como Pedro pode querer armar tenda e por ali permanecer.

Armar as tendas demonstra comodismo e fuga dos desafios que a missão certamente trará e olha que alguns cristãos usam justificativas do tipo é melhor não mexer em vespeiro; deixa como está para ver como é que fica e assim tal qual ferida mal curada que é encoberta, mas continua febril; as necessidades pastorais são deixadas de lado e os problemas só se avolumam cada vez mais.

O que faz com que o rosto de Jesus seja transfigurado, na sua oração, é que ele em profunda intimidade mantém a sua face voltada para o Pai. É a comunhão com o Pai que transfigura e revela o mistério do Filho. Assim nós também devemos voltar nosso olhar com intimidade para o Pai a fim de sermos transfigurados.

Assim como transubstanciar, transfigurar é diferente de transformar; pois se na transubstanciação temos carne e sangue que não perdem a aparência, o cheiro e o gosto de vinho e pão; também na transfiguração você não vai deixar de ser você, mas pela luz poderosa do Senhor você refletirá para o mundo a luz do inflamado amor de um Pai pelos seus filhos.

Às vezes a celebração e o espaço da Igreja é o nosso Tabor onde queremos permanecer, mas ao término da celebração temos que descer da “montanha”, pois somos enviados a luta árdua do dia a dia.

Na leitura da carta aos hebreus podemos fazer um passeio pelas páginas do Antigo Testamento e ver desfilar diante de nós protagonistas da história da salvação pela fé que demonstraram ter; passamos pelo sacrifício de Abel, o arrebatamento de Henoch e a história de Noé, que, pela fé na palavra de Deus, construiu uma arca de salvação para a sua família. Ao chegar na pessoa do Cristo jesus estamos então diante daquele que é ao mesmo tempo autor e consumador da fé.

Rezemos com o Salmista: Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco

Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Hb 11,1-7

Salmo: 144

Evangelho: Mc 9,2-13

Imprimir

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *