Ano Ímpar › 20/05/2019

Sábado – 4ª. Semana da Páscoa

Amados irmãos e irmãs

Há tanto tempo estou convosco e ainda não me conheceis, Filipe?
Esta pergunta de Jesus ressoa nos dias de hoje tão atual como nunca, Ele fala para nós que muitas vezes estamos a exigir de Jesus grandes feitos que não são próprios de quem deveria ter uma fé adulta devido o tempo em que caminha na comunidade.
Como é difícil para nós entendermos que Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem e como homem Ele é igual a nós exceto no pecado.
Se era difícil aceitar Jesus como homem imaginem a dificuldade para eles de aceitar as palavras d’Ele quando dizia: “Eu e o Pai somos um”. Em Jesus descortina-se o rosto do Deus invisível.
Em relação à questão de tempo podemos estar longe do Jesus histórico, mas Jesus age em cada batizado e isto nos dias de hoje; portanto as obras que fazemos não são nossas, mas sim pelo poder com o qual fomos revestidos no batismo de sermos sacerdotes, profetas e reis.
Quem conhece Jesus, conhece o Pai. Quem vê Jesus, vê o Pai. Quem Ouve Jesus ouve o Pai. Portanto é impossível chegar ao Pai sem Jesus. Mas como chegar a Jesus? A receita é simples e infalível: para chegar a Jesus que nos conduz ao Pai temos que primeiro passar pela experiência de amar o próximo, pois é o amor aos irmãos que nos conduz a Jesus. Eis aí o início do caminho! Para quem duvida basta lembrar que Ele Jesus se fez homem para que o amássemos como homem e agora amemos uns aos outros
Santo Irineu de Lyon bispo, teólogo e mártir em seus comentários contra as heresias 4,20,4-5; SC 100 nos ensina que: “ Felizes os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8). Claro que, tendo em consideração a sua grandeza e a sua glória inexprimível, “nenhum homem pode ver Deus e viver” (Ex 33,20), porque o Pai é inatingível. Mas, tendo em consideração o seu amor, a sua bondade para com os homens e a sua onipotência, Ele vai ao ponto de dar aos que o amam o privilégio de ver a Deus, pois “o que é impossível aos homens é possível a Deus” (Lc 18,27). Por si próprio, com efeito, o homem não verá Deus; mas Deus, se assim o quiser, será visto pelos homens, por aqueles que Ele quiser, quando quiser e como quiser, pois Deus tudo pode. Foi visto outrora graças ao Espírito, segundo a profecia, depois foi visto graças ao Filho, segundo a adoção, e será visto no Reino dos Céus, segundo a paternidade. Pois o Espírito prepara o homem para o Filho de Deus, o Filho conduz ao Pai, e o Pai dá-lhe uma natureza imperecível e a vida eterna que resultam dessa visão de Deus para todo aquele que o vê. Pois os que vêem a luz está na luz e participa no seu esplendor; assim, aqueles que vêem a Deus estão em Deus e participam do Seu esplendor. E o esplendor de Deus dá vida: portanto, aqueles que vêem a Deus participa na Sua vida. Na leitura dos Atos dos apóstolos vemos que o evangelho que era para ser anunciado aos judeus não fora aceito e por isto Paulo e Barnabé se voltam para os pagãos. Apesar de tudo isto diz a Escritura que os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo. Olhemos para nossas comunidades onde muitas vezes encontramos irmãos que julgam já saberem tudo e se recusam a participar de formações ou de fazer cursos que possam ajudar na execução da missão.

Rezemos com o Salmista: Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória. O Senhor fez conhecer a salvação e, às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel. Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Atos 13,44-52 
Salmo: 98 
Evangelho: João 14,7-14

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