Ano Ímpar › 25/11/2017

Sábado – 33ª. Semana comum

Amados irmãos e irmãs23316776_1488859484532605_721867601241081796_n
“Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se, mas os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento; e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram”. Os saduceus tentando fazer Jesus entrar em contradição vai buscar um exemplo na lei do Levirato.
Os saduceus são uma das três seitas judaicas descritas por Josefo, o historiador judeu do século I d.C (as outras são fariseus e essênios). Esse grupo é formado por grandes proprietários de terras (anciãos), pelos membros da elite sacerdotal e pelos grandes comerciantes. Eles controlam a administração da justiça no Tribunal Supremo (Sinédrio). Habitualmente o sumo sacerdote, a figura mais poderosa no Templo é escolhido de famílias pertencentes a este grupo. Eles também são colaboracionistas com os romanos para manter sua posição de privilégio.
Eles não acreditavam na ressurreição dos mortos e por isso gostavam de desafiar os outros usando de ironia. Ainda hoje muitos não acreditam e pregam outras doutrinas e a principal reação diante desse desafio é nos mantermos firmes na esperança; mas saber que crer na vida futura não significa fugir da responsabilidade de transformar o presente.
Os ressuscitados não podem mais morrer. Ressurreição não é revivificação do cadáver, ou seja, ressuscitar não é voltar a esta mesma vida, ressurreição não é a continuação pura e simples da vida terrena. Trata-se de uma vida nova e se compararmos esta e a outra vida veremos que a expressão muito usada, na morte de um ente querido é a de que um dia iremos reencontrá-lo. Isto é legítimo pensar, porém, este encontro não será como imaginamos, marcado por lembranças, sentimentos, recordações, emoções do que ocorreu aqui nesta vida.
Não sabemos como será, mas Jesus deu pistas de que não teremos mais necessidades, pois estaremos em Deus, mergulhados em sua santidade, plenitude e perfeição.
A partir do momento em que ressuscita Jesus Cristo, Deus mostra a todos que essa morte não é o fim do ser humano. Que Deus tem a ultima palavra para a vida do homem. A morte não tem palavra final. Pelo fato de Deus ter ressuscitado Jesus Cristo, podemos ter certeza de que esse mesmo Deus, apesar de nossas fraquezas e pecados nos ressuscitará também.
Na leitura do primeiro Livro dos Macabeus vemos o arrependimento do rei por não ter respeitado Jerusalém e seus lugares sagrados. Ele agora reclama que o sono fugiu de seus olhos, e seu coração desfalece de angústia. Reconhece que quando era poderoso mandou exterminar inocentes e agora sofre o castigo pelos seus atos.
Rezemos com o Salmista: Senhor, de coração vos darei graças, as vossas maravilhas cantarei! Em vós exultarei de alegria, cantarei ao vosso nome, Deus Altíssimo! Cantarei de alegria, ó Senhor, pois me livrastes! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 1Mc 6,1-13
Salmo: 9A 
Evangelho: Lucas 20,27-40

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