Ano Ímpar › 18/03/2017

Sábado – 2ª. Semana da Quaresma

18 sabu filho prodigoAmados irmãos e irmãs

“Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi encontrado”.

Quando o filho pródigo volta para a casa do pai será que o faz por saudade e desejo de mudar de vida ou simplesmente porque estava com fome, sujo ou doente e necessitava de apoio?

Antes de refletirmos sobre esta pergunta necessário é refletir sobre o motivo que leva um filho a sair de casa. Às vezes nós cristãos achamos que os que não conhecem a Deus e a sua verdade, são mais felizes porque fazem muitas coisas, sem se importar com a ética, moral, doutrina da Fé e tudo mais ao passo que nós somos como que impedidos de curtir a vida. Cremos que este seja o principal motivo que faz com que muitos abandonem a fé.

Quanto à pergunta vemos claramente que a volta para a casa do pai, não é por consideração a ele ou por amor, mas simplesmente para satisfazer as necessidades; veja que o filho até propõe ser como um dos empregados, pois sabe que os empregados teriam os bens necessários a sobrevivência mesmo que não tivesse o amor de pai.

Quando a gente volta para a casa do pai descobrimos o quanto Ele nos ama e isto através dos seus abraços e beijos, da sua incontida alegria.

A atitude do pai provoca a reação surpreendente do filho mais velho: a raiva e a recusa de participar da festa. Nas nossas comunidades reações como esta do filho mais velho são mais que corriqueiras. Vejam por exemplo aqueles agentes de pastoral que estão ali dando o sangue por anos a fio e de repente ele vê aquele agente que abandonou a Igreja, que adulterou, roubou e ate matou e este retorna e é acolhido pelo padre que em breve o restitui nos cargos, funções e ministérios. O agente antigo logo diz: “Eu que estou aqui há anos não recebo nenhum agradecimento, agora este aí que cometeu pecados gravíssimos volta e é tratado assim”.

Concluindo diríamos que o inimigo de Deus tenta nos convencer de que devemos ter vergonha e medo de Deus por causa do pecado cometido, ele tenta colocar em nosso coração a dúvida de que possamos ser perdoados por Deus. È por isto que na liturgia de hoje além do Evangelho a profecia de Miqueias vem em nosso socorro.

O profeta Miquéias faz a arguição: “Quem é como este Deus que prefere a misericórdia, que apaga a iniquidade e perdoa o pecado”. A nossa resposta é única, ou seja, não há, jamais houve e nunca haverá ninguém como Deus; no entanto somos convidados a imitá-lo.

Bento XVI diz: “Quando Jesus fala, nas Suas parábolas, do pastor que vai atrás da ovelha perdida, da mulher que procura a dracma, do pai que sai ao encontro do filho pródigo e o abraça não se trata apenas de palavras, mas de uma explicação do Seu próprio ser e agir”.

Rezemos com o Salmista: Ó Senhor nosso Deus vós não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas. Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem; quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes. Amém.

 

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco

Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

 

Leitura: Miquéias 7,14-15.18-20

Salmo: 103

Evangelho: Lucas 15,1-3.11-32

 

 

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