Ano Par › 27/10/2018

Sábado 29ª. Semana comum

Amados irmãos e irmãs 

“Senhor, deixa-a ainda este ano; eu lhe cavarei em redor e lhe deitarei adubo. Talvez depois disto dê frutos. Caso contrário, cortá-la-ás”.
É o Senhor quem veio e não encontrou fruto algum em nossas vidas e hoje Ele está a nos dizer que nova chance teremos; porém na sua vinda definitiva se não encontrar frutos não teremos mais chances; pois seremos cortados e lançados fora.
O episódio de Pilatos e o da torre são colocados por Jesus de forma pedagógica para nos advertir de que não é Deus que provoca esses acontecimentos, para punir e castigar os pecadores, como defendem algumas correntes religiosas, o massacre dos galileus foi um ato de violência contra a vida, a mando de Pilatos, e a queda da torre, pelo menos naquele tempo, não foi nenhum atentado, mas um acidente e acidentes acontecem na maioria das vezes por falha humana ou por eventos da natureza.
Se olharmos ao redor do mundo nos tempos atuais veremos guerras, conflitos, chacinas, execuções e muitos outros crimes. Tudo isto é o fruto do mal que invadiu o coração do homem; é ausência completa de Deus; pois onde há Deus reina a paz.
Temos que nos conscientizar que somos livres, mas nesta vida Deus nos fertiliza todos os dias com a sua graça e a sua santa palavra dando-nos todas as condições para produzirmos bons frutos. Só depende de nós! Se o adubo da oração e da observância do amor ao próximo estão colocados a nossa disposição e não o usamos não podemos culpar Deus pelas desgraças que acontecem.
Um grande ensinamento nesta parábola da figueira é que a maldade do homem não impede Deus de ser bom; você pode até não aceitar e não amar Deus, mas Ele continua ter amando do mesmo jeito.
O imprevisível pode acontecer em nossas vidas e não podemos desanimar ou perder a fé. A imprevisibilidade não pode ser encarada como castigo de Deus. Ela pode ser natural como o terremoto, vendaval, etc.; ou pode ser acidental como no trânsito, no trabalho ou ainda pode ser guerra, chacina, etc., que ocorrem pela maldade do coração humano, mas jamais podemos creditá-las a Deus. Aos meus irmãos eu sempre digo que se jogarmos uma pedra para o alto ela não cairá em outro lugar que não seja nossa cabeça e Deus não tem nada a ver com isso.
Pensar que o outro é mais pecador e que por isto sofrerá castigos maiores é um erro e Jesus diz que se não convertermos vai acontecer conosco a mesma coisa.
Com o exemplo da figueira Jesus quer nos mostrar que sempre devemos dar uma última chance àqueles casos que julgamos perdidos e vejam que neste caso aparece a figura do intercessor que pede a Jesus a nova chance. Quão bom ver que nossa amada Igreja incentiva nos a sempre pedir a intercessão dos santos, dos anjos e principalmente da Bem Aventurada Virgem Maria.
Como é bom sempre considerar que somos pecadores e precisamos de conversão; pois o grande perigo está em nos considerarmos fiéis demais (santos) e isentos de pecado e aí achar que não mais precisa confessar, que o outro é mais pecador, etc. Agir assim é fazer como aquela pessoa que faz algo errado e ao ser chamado a atenção a primeira coisa que faz é mostrar que o erro de outra pessoa foi mais grave como se isto a isentasse de culpa.
Para a construção do Reino Deus não constituiu todos na mesma função, mas a cada um deu uma função diferente e se são diferentes não dá para querer comparar quem é melhor ou mais importante para o reino, naquela época Ele constituiu apóstolos, discípulos, doutores, etc.; e hoje na igreja temos bispos, padres, diáconos, religioso (a) s, leigos que são discípulos missionários nas pastorais, movimentos e novas comunidades. Temos os que são teologos, filósofos, doutores e mestres. Vejam que todos são importantes cada qual na sua função (missão).
Na leitura da carta de aos efésios Paulo nos ensina que para atingirmos a estatura da maturidade de Cristo é necessário que cada um trabalhe na atividade que lhe é própria para fazer faz crescer todo o Corpo que no caso é a Igreja da qual Cristo é a cabeça.
Rezemos com o Salmista: Que alegria, quando ouvi que me disseram: “Vamos à casa do Senhor! ” E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em tuas portas. Jerusalém, cidade bem edificada num conjunto harmonioso; para lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Ef 4,7-16
Salmo: 123
Evangelho: Lucas 13,1-9

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