Ano Par › 23/07/2016

Sábado – 16ª. Semana Comum

13767210_1030567300361828_4984714857101384005_oAmados irmãos e irmãs
“Arrancando o joio, arriscais a tirar também o trigo.Deixai-os crescer juntos até a colheita. No tempo da colheita, direi aos ceifadores: arrancai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar. Recolhei depois o trigo no meu celeiro”.
A estas palavras de Jesus poderíamos perguntar como diferenciar na colheita o joio do trigo. A resposta é bem simples;pois o trigo se curva com seus cachos cheios ao passo que o joio esta vazio e continua empinado(ereto). Lembramos aqui que o trigo exige cuidados no seu cultivo ao passo que o joio é tal e qual tiririca; pois dá em qualquer lugar e não exige esforço para crescer.
Mas quem então semeia o joio? É o inimigo do reino.
Olhemos irmãos na nossa comunidade , para ver quem é joio que vai ser queimado, e quem é o Trigo bom que vai ser recolhido. Quais são aqueles que cheios do amor de Deus são capazes de se curvar e quais são os arrogantes que querem fazer valer a qualquer custo suas idéias.
A Constituição dogmática sobre a Igreja Lumen Gentium, § 33, nos ensina que unidos no Povo de Deus, e constituídos no corpo único de Cristo sob uma só cabeça (1Cor 12,12; Col 2,19), os leigos, sejam quais forem, são todos chamados a concorrer como membros vivos, com todas as forças que receberam da bondade do Criador e por graça do Redentor, para o crescimento da Igreja e sua contínua santificação.
O apostolado dos leigos é participação na própria missão salvadora da Igreja, e todos são a ele destinados pelo Senhor, por meio do Batismo e da Confirmação. E os sacramentos, sobretudo a sagrada Eucaristia, comunicam e alimentam aquele amor para com Deus e para com os homens que é a alma de todo o apostolado. Mas os leigos são especialmente chamados a tornar a Igreja presente e ativa naqueles locais e circunstâncias em que só por meio deles ela pode ser o sal da terra (Mt 5,13). Deste modo, todo e qualquer leigo, pelos dons que lhe foram concedidos, é ao mesmo tempo testemunha e instrumento vivo da missão da própria Igreja, segundo a medida concedida por Cristo (Ef 4,7).
Incumbe, portanto, a todos os leigos a magnífica tarefa de trabalhar para que o desígnio de salvação atinja cada vez mais os homens de todos os tempos e lugares. Esteja-lhes, pois, amplamente aberto o caminho, a fim de que, segundo as próprias forças e as necessidades dos tempos, também eles participem com ardor na ação salvadora da Igreja.
Ante tão belo ensinamento do concílio Vaticano II os leigos são chamados a ser o Trigo bom do Cristo; que vai abafar toda sombra e má ação do joio. Conforme nos ensinou o Mestre não podemos eliminá-lo, mas conviver com ele até o dia da colheita.
Portanto não esqueçam os discípulos do reino de que enquanto semeiam a boa semente que é a Palavra de Deus, tem alguns que no anonimato semeiam a discórdia.
Na profecia e Jeremias vemos que a palavra de Deus o leva à porta do templo, onde profeta criticando a hipocrisia dos que vêm prestar culto a Deus, mas não cumprem os mandamentos. Quantos hoje não agem da mesma forma. Para agradar a Deus, não é suficiente ir aos lugares sagrados e participar do culto; mas sim é indispensável viver segundo a vontade de Deus, ou seja, amara uns aos outros.
Rezemos com o Salmista: Felizes os que habitam vossa casa; para sempre haverão de vos louvar! Felizes os que em vós têm sua força, caminharão com um ardor sempre crescente. Na verdade, um só dia em vosso templo vale mais do que milhares fora dele! Prefiro estar no limiar de vossa casa, a hospedar-me na mansão dos pecadores!. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Jr 7,1-11
Salmo: 83
Evangelho: Mateus 13,24-30

Imprimir

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *