Ano Ímpar › 22/06/2019

Sábado 11ª Semana comum Ano Impar 22/06/2019

Amados irmãos e irmãs
“Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas”?
Este Evangelho vem nos mostrar que preocupações excessivas com o que ainda virá, além de serem desnecessárias, causam angústia, sofrimento e desespero. Porque nos preocupar tanto com o amanhã se talvez possamos nem mais estar aqui no amanhã que está por vir?
Aqui em nossa comunidade vivemos exclusivamente da providência e podemos confessar que é uma experiência única; pois as vezes a noite chega e não sabemos o que será do café da manhã do dia seguinte mas ao final tudo se acerta. Ajudar Deus significa querer depositar nossa confiança em projetos humanos e as vezes procurar ajuda com o inimigo. Imaginem por exemplo que um filho seu estivesse passando por problemas sérios e Ao invés de procurar você fosse procurar justamente seu inimigo para pedir ajuda.
Servir a dois senhores significa pedir a Deus o que necessitamos, mas por segurança buscar um plano “B”, ou seja nossa confiança em Deus não é total.
Confiança em Deus significa no dizer de Santo Inácio de Loyola fundador dos jesuítas: “fazer tudo como se tudo dependesse de nós, e esperar tudo como se tudo dependesse de Deus”.
Portanto o que devemos fazer é buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e assim tudo o mais virá por acréscimo.
A este propósito o mesmo Santo Inácio, em seus exercícios espirituais, 233-234 nos ensina: “Tudo vos será dado por acréscimo. É melhor frisar primeiro que o amor consiste numa comunicação mútua. Isto é, o amante dá e comunica o seu bem ao amado; e da mesma forma, o amado ao amante. Como preâmbulo, pedir o que pretendo. Neste caso, pedir o conhecimento interior de todos os bens recebidos, para que, reconhecendo-os plenamente, possa amar e servir totalmente Sua Divina Majestade. O primeiro ponto é trazer à memória as bênçãos recebidas: criação, redenção e dons particulares. Pesar com muito amor o quanto Deus Nosso Senhor fez por mim, quanto me deu do que é seu; depois, que o Senhor deseja dar-se a mim tanto quanto pode e segundo o seu divino desejo. Refletir então em mim próprio e considerar racionalmente e com justiça que devo, por meu turno, oferecer e dar a sua Divina Majestade todos os meus bens e eu próprio com eles, como alguém que faz uma oferta num grande amor: Tomai, Senhor, e recebei toda a minha liberdade, a minha memória, o meu entendimento e toda a minha vontade, tudo o que tenho, tudo o que possuo. Vós me destes, a Vós, Senhor restituo. Tudo é vosso, disponde segundo a vossa inteira vontade. Dai-me o vosso amor e a vossa graça, que isso me basta”.
Na Eucaristia se entregas totalmente a nós como alimento nesta Palavra e no seu Corpo e Sangue que comungamos; então porque também não nos doar por inteiro a vós?
A segunda carta de Paulo aos coríntios nos é ensinado que devemos fugir da presunção, ou seja, tomemos cuidado para não nos julgarmos melhores que os outros. Os estudiosos se debruçam sobre esta página da vida de Paulo para tentar descobrir qual seria este “espinho na carne” do qual o apóstolo tanto fala. Não importa qual seja ele, pois o importante é sabermos que nossas fraquezas revelam que nossa força está em Cristo Jesus. Por este motivo o apóstolo diz: “Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força”.

Rezemos com o Salmista: Respeitai o Senhor Deus, seus santos todos, porque nada faltará aos que o temem. Os ricos empobrecem, passam fome, mas aos que buscam o Senhor não falta nada. Meus filhos, vinde agora e escutai-me: vou ensinar-vos o temor do Senhor Deus. Qual o homem que não ama sua vida, procurando ser feliz todos os dias? Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 2 Coríntios 12,1-10
Salmo: 33/34
Evangelho: Mateus 6,24-34

Imprimir

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *