Ano Ímpar › 15/06/2019

Sábado – 10ª Semana Comum – 15/06/2019

Amados irmãos e irmãs
“… não jureis de modo algum, nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés…” A impressão que fica quando uma pessoa começa a jurar é que nem ela mesma confia no que está falando. Por este motivo fica invocando a vida dos filhos, o emprego, a saúde e até Deus. Você com certeza já ouviu esta famigerada frase: Te juro pela minha vida, por tudo que há de mais sagrado, quero que meu filho morra se não for verdade, etc.
Jesus vê hoje nos diz que o nosso sim seja sim e o nosso não seja não. Um cristão deve ter credibilidade não só na comunidade cristã, mas principalmente fora dela e o que vai afiançar suas palavras é o seu testemunho de vida e não juramentos a torto e a direita. Aliás, o bom cristão não deve fazer este tipo de juramento.
Sinceridade e transparência são palavras chave para afastar de nós os juramentos, sejam eles falsos ou verdadeiros; pois perguntamos se é mentira então o juramento será falso (pecado) e se é verdade para que jurar?
Lembro aqui da passagem em que Jesus pergunta a Pedro: “Simão filho de João tu me amas”? Pedro respondeu e Jesus foi repetindo a mesma pergunta. Diante da insistência Pedro poderia ter achado que não convenceu o mestre, mas não consta que ele Pedro tenha jurado por alguma coisa para convencer Jesus; ele simplesmente disse: “Senhor tu sabes tudo”! Respondamos como Pedro ao invés de ficar jurando em qualquer circunstância.
Também a exemplo de Maria quando deu o seu SIM ao anjo Gabriel, não consta que ela tenha jurado para fingir que aceitou. Vejamos o que diz padre Pio a este respeito: “Não sabes o que a obediência é capaz de produzir: com um sim, com um simples sim – Faça-se em mim segundo a tua palavra –, Maria torna-se Mãe do Altíssimo”.
Ao fazê-lo, declara-se sua serva (Lc 1,38), mantendo embora intacta a sua virgindade, que tão cara era a Deus e aos seus próprios olhos. Com este sim de Maria, o mundo obtém a salvação, a humanidade é resgatada. Tratemos então, nós, de também fazer a vontade a Deus e de dizer sempre que sim ao Senhor. Que Maria te faça florir na alma virtudes sempre novas e que vele por ti. Ela é o mar que temos de atravessar para alcançarmos as margens dos esplendores da aurora eterna; mantém-te, portanto sempre perto dela.
Apoia-te na cruz de Cristo, como fez Maria, e nela encontrarás grande conforto. Maria permaneceu de pé junto do seu filho crucificado (Jo 19,25). Nunca Jesus a amou tanto como nesse momento de inexprimível sofrimento.
Na carta de são Paulo aos coríntios vemos que o apóstolo nos diz que o amor de Cristo nos constrange e é isto mesmo ficamos como que perdidos sem entender e sem saber o que fazer, estamos envergonhados diante de tão magnifico gesto de um Deus que por amor embora não conhecendo o pecado, se fez pecado por nós, para que nele nós nos tornássemos justiça de Deus. Ninguém seria capaz de dar a vida pelos seus malfeitores e sem excluir ninguém.

Rezemos com o Salmista: Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores! O Senhor é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo. Não fica sempre repetindo as suas queixas nem guarda eternamente o seu rancor. Quando os céus por sobre a terra se elevam, tão grande o seu amor aos que o temem; quando dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia


1ª. Leitura: 2 Coríntios 5,14-21
Salmo: 102/103
Evangelho: Mateus 5,33-37

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