Ano Ímpar › 30/07/2019

Reflexão: Terça – Feira 17ª Semana comum – Ano Impar 30/08/2019


Amados irmãos e irmãs
Na explicação da parábola do joio Jesus nos ensina que o que semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do Maligno.
Eis irmãos a grande responsabilidade que temos de ser boa semente, de ser trigo de Deus. Trigo é para ser triturado e se tornar pão que alimenta os irmãos; isto significa dar a vida para os irmãos.
Apoiado por imagens de Sofonias 1,3 e de Daniel 12,3, Jesus compara a colheita ao juízo final. Para os cristãos perseguidos e ameaçados por causa de sua fé, é preciso manter viva a esperança de que, em Cristo, o mal já foi vencido.
Quanto menos conhecimento temos da palavra, mais vamos perdendo a capacidade de discernir, e mais vamos cultivando o joio em nosso coração, confundindo-o com o trigo. Não sejamos surpreendidos no dia da colheita, e aí chorar o tempo perdido em nossa vida, cultivando joio, aí será muito.
Que tal começar agora, a fazer uma limpeza do nosso coração, arrancando o joio, e cultivando o trigo bom? Para isso é preciso buscar o conhecimento da Palavra, nessa casa que é a nossa comunidade, onde o Senhor nos fala direto ao coração.
O Catecismo da Igreja Católica nos §§ 760-769 nos ensina: “O mundo foi criado em ordem à Igreja, diziam os cristãos dos primeiros tempos (Hermas). Deus criou o mundo em ordem à comunhão na sua vida divina, comunhão que se realiza pela convocação dos homens em Cristo; esta convocação (ecclesia) é a Igreja. A Igreja é o fim de todas as coisas. As próprias vicissitudes dolorosas, como a queda dos anjos e o pecado do homem, não foram permitidas por Deus senão como ocasião e meio de pôr em ação toda a força do seu braço, toda a medida do amor que queria dar ao mundo: Assim como a vontade de Deus é um ato e se chama mundo, do mesmo modo a sua intenção é a salvação dos homens e chama-se Igreja (Clemente de Alexandria). A reunião do povo de Deus começa no instante em que o pecado destrói a comunhão dos homens com Deus e entre si. A reunião da Igreja é, por assim dizer, a reação de Deus ao caos provocado pelo pecado. Esta reunificação realiza-se secretamente no seio de todos os povos: Em qualquer nação, quem o teme e pratica a justiça, é aceito por Ele (At 10, 35). A preparação remota da reunião do povo de Deus começa com a vocação de Abraão, a quem Deus promete que há de vir a ser o pai de um grande povo (Gn 12,2). A preparação imediata começa com a eleição de Israel como povo de Deus (Ex 19,5). Pela sua eleição, Israel será o sinal da reunião futura de todas as nações (Is 2,2). Pertence ao Filho realizar, na plenitude dos tempos, o plano de salvação do seu Pai; tal é o motivo da sua missão. Cristo inaugurou na terra o Reino dos Céus. A Igreja é o Reino de Cristo já presente em mistério (Vat II, LG 3). A Igreja só na glória celeste alcançará a sua realização acabada (Vat II, LG 8), quando do regresso glorioso de Cristo. Ela suspira pelo advento do Reino em plenitude. A consumação da Igreja – e, através dela, do mundo – na glória, não se fará sem grandes provações. Só então é que todos os justos, desde Adão, desde o justo Abel até o último eleito, se encontrarão reunidos na Igreja universal junto do Pai (Vat II, LG 2).
Na leitura do livro do Êxodo vemos que o Senhor se entretinha com Moisés face a face, como um homem fala com seu amigo. É a intimidade de que tanto falamos ser necessária existir entre o homem e Deus. Moisés pede ao Senhor que se digne marchar no meio deles; pois são um povo de cabeça dura. Ainda hoje precisamos de Moisés que ore pelo povo de Deus que continua cabeça dura. Atendendo a Moisés ao final o Senhor lhe entrega a Lei.

Rezemos com o Salmista: O Senhor é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo. Como um pai se compadece de seus filhos, o Senhor tem compaixão dos que o temem. Quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe os nossos crimes.
Não nos trata como exigem nossas faltas nem nos pune em proporção às nossas culpas. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Êxodo, 33,7-11; 34,5-9.28
Salmo: 102/103
Evangelho: Mateus 13,36-43

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