Ano Ímpar › 20/09/2019

Reflexão: Sexta 24ª Semana comum – Ano Impar 20/09/2019

Amados irmãos e irmãs
“Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Acossados pela cobiça, alguns se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições. Mas tu, ó homem de Deus, foge desses vícios e procura com todo empenho a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão”. Esta belíssima exortação é da primeira carta de são Paulo a Timóteo que mostra que aqueles que se deixam levar pelo dinheiro são presas fáceis do inimigo.
O Evangelho de hoje vem nos mostrar que no tempo de Jesus as mulheres não podiam falar, não davam opiniões em negócios, não eram testemunhas nos tribunais, eram apenas uma propriedade de seus maridos. No âmbito religioso também não havia espaço para elas, participavam dos sacrifícios no templo, mas em lugar a parte. Até para caminhar elas não podiam ir ao lado dos maridos; mas tinha que ficar certa distância a retaguarda.
Jesus vem romper com esta estrutura; pois nasceu de mulher e aqui quando liberta Madalena de sete demônios ela se torna discípula do Mestre. É esta mesma Madalena que vai receber o maior prêmio que qualquer vivente gostaria de ter, ou seja, ela vai ser a primeira a ver o ressuscitado, ela é a principal testemunha da ressurreição. Quem manifestou maior amor por Jesus, teve o privilégio de experimentar, antes dos discípulos, a alegria de vê-lo ressuscitado.
Neste Evangelho que o surpreendente e absolutamente novo é que algumas mulheres acompanharam Jesus. Fato inédito, pois um rabi não podia permitir que mulheres o acompanhassem. São mulheres com uma história pessoal dramática, e que, na proximidade com o Senhor, foram libertadas de seus males; no caso de Madalena quando se fala em sete demônios podemos imaginar aí todo o tipo de mal.
Na primeira carta a Timóteo o apóstolo Paulo faz severa crítica aos que só veem na piedade uma fonte de lucro. Ao mundo viemos sem trazer nada e tampouco poderemos levar algo; devemos nos contentar com o alimento e vestuário. A raiz de todos os males é o amor ao dinheiro e este tipo de amor já desviou muitos do bom caminho. Devemos estar atentos para não sermos a próxima vítima.

Rezemos com o Salmista: Felizes os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Por que temer os dias maus e infelizes, quando a malícia dos perversos me circunda? Por que temer os que confiam nas riquezas e se gloriam na abundância de seus bens? Ninguém se livra de sua morte por dinheiro nem a Deus pode pagar o seu resgate. A isenção da própria morte não tem preço; não há riqueza que a possa adquirir, nem dar ao homem uma vida sem limites e garantir-lhe uma existência imortal. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 1 Timóteo 6,2-12
Salmo: 48/49
Evangelho: Lucas 8,1-3

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