Ano Ímpar › 23/09/2019

Reflexão: Segunda – Feira da 25ª Semana comum Ano Impar 23/09/2019


Amados irmãos e irmãs
“ Porque não há coisa oculta que não acabe por se manifestar, nem secreta que não venha a ser descoberta”.
Eis o porque o cristão não deve ter segredos;aliás geralmente aquilo que costumamos chamar de segredos geralmente são condutas proibidas;das quais temos vergonha.
Esconder que somos de Deus é o que mais se vê nestes tempos de pós-modernidade, omitir nossa pertença a Deus para não sermos motivo de zombaria do mundo; mas se quem é de Deus deve ser luz como então esconder a luz? Nesta hora várias perguntas não surgem tais como: Somos pessoas iluminadas? As pessoas se sentem bem perto de nós? Como somos conhecidos, na família, no trabalho, na escola, na comunidade?
Refletimos a Luz de Deus através do amor, da bondade, da justiça, da mansidão ou estamos sendo trevas da irritação; da petulância, do egoísmo, orgulho, soberba, etc.?
A luz no coração do discípulo deve brilhar e atrair; veja o exemplo dos santos que mesmo séculos depois de mortos ainda arrastam multidões para Jesus.
São João Crisóstomo, bispo e doutor da Igreja nas homilias sobre os Atos dos Apóstolos, nº 20, 3-4; PG 60, 162 nos ensina que não há nada mais insensível do que um cristão que não se aplica em salvar os outros. Não podes argumentar sobre isto com o pretexto da pobreza: a viúva que deu as suas duas moedinhas levantar-se-ia para te acusar (Lc 21,2). Pedro também, pois dizia: Não tenho ouro nem prata (At 3,6). Assim como Paulo, que era tão pobre que frequentemente passava fome e carecia de bens necessários (1 Cor 4,11). Também não podes objetar com o teu nascimento humilde: também eles eram de modesta condição. A ignorância não te será melhor desculpa: também eles eram iletrados. Não invoques igualmente a doença: Timóteo era dado a frequentes indisposições (1 Tim 5,23). Qualquer um pode ser útil ao seu próximo se quiser fazer aquilo que lhe for possível. Não digas que te é impossível reconduzir os outros ao bom caminho porque, se és cristão, é impossível que tal não se faça. Cada árvore carrega o seu fruto (Mt 7,17s) e, como não há contradição na natureza, o que dizemos é igualmente verdade, porque tal deriva da própria natureza do cristão. É mais fácil a luz ser trevas do que o cristão não brilhar.
Na leitura do livro de Esdras vemos que um rei estrangeiro se rende ao Deus de Israel não só pela proteção do Deus à nação de Israel, mas principalmente pelo testemunho do povo. Interessante notar que todos os que habitavam pelas redondezas ajudaram, doando prata, ouro, bens diversos, gado, cereais e coisas preciosas, além das outras ofertas voluntárias; isto nos faz pensar na forma como nos dias atuais construímos nossos templos onde por vezes se coloca mais confiança nos eventos do que na generosidade do coração do povo de Deus.

Rezemos com o Salmista: Mudai a nossa sorte, ó Senhor, como torrentes no deserto. Os que lançam as sementes entre lágrimas,
ceifarão com alegria. Chorando de tristeza sairão, espalhando suas sementes; cantando de alegria voltarão, carregando os seus feixes! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Esdras 1,1-6
Salmo: 125/126
Evangelho: Lucas 8,16-18

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