Ano Ímpar › 27/07/2019

Reflexão – Sábado da 16ª Semana comum Ano Impar 27/07/2019


Amados irmãos e irmãs
“Arrancando o joio, arriscais a tirar também o trigo. Deixai-os crescer juntos até a colheita. No tempo da colheita, direi aos ceifadores: arrancai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar. Recolhei depois o trigo no meu celeiro”.
A estas palavras de Jesus poderíamos perguntar como diferenciar na colheita o joio do trigo. A resposta é bem simples; pois o trigo se curva com seus cachos cheios ao passo que o joio está vazio e continua empinado (ereto). Lembramos aqui que o trigo exige cuidados no seu cultivo ao passo que o joio é tal e qual tiririca; pois dá em qualquer lugar e não exige esforço para crescer.
Mas quem então semeia o joio? É o inimigo do reino.
Olhemos irmãos na nossa comunidade, para ver quem é joio que vai ser queimado, e quem é o Trigo bom que vai ser recolhido. Quais são aqueles que cheios do amor de Deus são capazes de se curvar e quais são os arrogantes que querem fazer valer a qualquer custo suas idéias.
A Constituição dogmática sobre a Igreja Lumen Gentium, § 33, nos ensina que unidos no Povo de Deus, e constituídos no corpo único de Cristo sob uma só cabeça (1Cor 12,12; Col 2,19), os leigos, sejam quais forem, são todos chamados a concorrer como membros vivos, com todas as forças que receberam da bondade do Criador e por graça do Redentor, para o crescimento da Igreja e sua contínua santificação.
O apostolado dos leigos é participação na própria missão salvadora da Igreja, e todos são a ele destinados pelo Senhor, por meio do Batismo e da Confirmação. E os sacramentos, sobretudo a sagrada Eucaristia, comunicam e alimentam aquele amor para com Deus e para com os homens que é a alma de todo o apostolado. Mas os leigos são especialmente chamados a tornar a Igreja presente e ativa naqueles locais e circunstâncias em que só por meio deles ela pode ser o sal da terra (Mt 5,13). Deste modo, todo e qualquer leigo, pelos dons que lhe foram concedidos, é ao mesmo tempo testemunha e instrumento vivo da missão da própria Igreja, segundo a medida concedida por Cristo (Ef 4,7).
Incumbe, portanto, a todos os leigos a magnífica tarefa de trabalhar para que o desígnio de salvação atinja cada vez mais os homens de todos os tempos e lugares. Esteja-lhes, pois, amplamente aberto o caminho, a fim de que, segundo as próprias forças e as necessidades dos tempos, também eles participem com ardor na ação salvadora da Igreja.
Ante tão belo ensinamento do concílio Vaticano II os leigos são chamados a ser o Trigo bom do Cristo; que vai abafar toda sombra e má ação do joio. Conforme nos ensinou o Mestre não podemos eliminá-lo, mas conviver com ele até o dia da colheita.
Portanto não esqueçam os discípulos do reino de que enquanto semeiam a boa semente que é a Palavra de Deus, tem alguns que no anonimato semeiam a discórdia.
No livro do Êxodo vemos que Moisés se dirige ao povo passando os preceitos do Senhor e estes assumem o compromisso de fazer tudo o que o Senhor disse e ser obedientes. Isto nos faz lembrar as tantas vezes que nós também prometemos obediência ao Senhor, mas por inúmeras razões não cumprimos o prometido tal qual o povo hebreu para o qual Moisés dirigiu estas palavras.

Rezemos com o Salmista: Reuni à minha frente os meus eleitos, que selaram a aliança em sacrifícios! Testemunha o próprio céu seu julgamento, porque Deus mesmo é juiz e vai julgar. Imola a Deus um sacrifício de louvor e cumpre os votos que fizeste ao Altíssimo. Invoca me no dia da angústia, e então te livrarei e hás de louvar-me. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Êxodo 24,3-8
Salmo: 49/50
Evangelho: Mateus 13,24-30

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