Ano Ímpar › 19/09/2019

Reflexão – Quinta – Feira 24ª Semana comum – Ano Impar 19/09/2019

Amados irmãos e irmãs
Por isso te digo: seus numerosos pecados lhe foram perdoados, porque ela tem demonstrado muito amor. Mas ao que pouco se perdoa, pouco ama.
Costumamos dizer que se a ofensa foi pequena é fácil perdoar, mas se foi grande aí são outros quinhentos. Imaginem que uma esposa perdoara facilmente o marido que atrasa uma hora porque estava no bar com amigos; mas se o atraso for de cinco minutos por causa de outra mulher aí o perdão fica mais difícil; mas tanto me um como em outro caso, se houver amor o perdão fluirá normalmente, pois o amor encobre uma multidão de pecados.
Esta mulher do Evangelho tem má fama, conhecida como pecadora e é anônima, excluída da comunidade; pois é impura e representa perigo, mas ela conhece Jesus e descobre o amor, apesar dos seus pecados. É a experiência do amor que a leva a reconhecer-se pecadora, e ela não sente remorso, mas sim alegria e pro isto lava, unge e beija incessantemente os pés daquele que a considerou.
Que o formalismo religioso e a observância de regras humanas não mate em nós a alegria desse amor grandioso! Estamos hoje em uma sociedade não muito diferente da sociedade da época de Jesus; ou seja, uma sociedade cheia de preconceitos. Jesus não se deixava levar por eles, nada que Jesus falava ou fazia dependia da opinião alheia.
Peçamos a Deus que não sejamos contaminados por esta atual sociedade hipócrita que despreza o pobre, o doente, o usuário de entorpecente, o homossexual, a prostituta, etc. É uma sociedade que decretou a morte de Deus e o fim do pecado, como se Deus atrapalhasse os planos de felicidade do ser humano. Precisamos admitir que esta sociedade esta doente e que precisa ser curada pela misericórdia divina.
Temos que ser a Igreja da contradição, a sociedade é tão hipócrita que defende o aborto, o uso de entorpecente e a homossexualidade desregrada ao passo que é a Igreja que acolhe a mulher abalada psicologicamente pelo aborto, o usuário que está a beira da morte ou o homossexual doente para os quais somente a Igreja abre as portas porque nesta hora os defensores de tais coisas desaparecem.
Nós da Comunidade Missionária Divina Misericórdia trabalhamos com “ os mais pobres dos pobres” ( Madre Teresa usava esta expressão) e em especial os doentes que gemem de dor pelas calçadas da vida e que mendigam não o pão , mas o remédio para aliviar a dor e aí não possui CPF, cartão de SUS e o tratamento não tem prosseguimento; mas nós vamos brigando com tudo e com todos visando abraçar, beijar e amar estes irmãos porque para nós ; hoje eles são esta mulher pecadora que ninguém aceita e ninguém quer por perto.
Na primeira carta a Timóteo Paulo o exorta para que não negligencie o carisma que está nele e que foi dado por profecia, quando a assembléia dos anciãos impôs as mãos. Que isto seja para nós um alerta quando negligenciamos a responsabilidade sobre os dons que temos e que recebemos gratuitamente para colocar a serviço dos demais irmãos. Em especial estas palavras são dirigidas aos jovens, os quais não devem ser desprezados pelos anciãos.

Rezemos com o Salmista: Senhor suas obras são verdade e são justiça, seus preceitos, todos eles, são estáveis, confirmados para sempre e pelos séculos, realizados na verdade e retidão. Enviou libertação para o seu povo, confirmou sua aliança para sempre. Seu nome é santo e é digno de respeito. Temer a Deus é o princípio do saber, e é sábio todo aquele que o pratica. Permaneça eternamente o seu louvor. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 1 Timóteo 4,12-16
Salmo: 110/111
Evangelho: Lucas 7,36-50

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