Ano Ímpar › 01/08/2019

Reflexão: Quinta – Feira 17ª Semana comum – Ano Impar 01/08/2019


Amados irmãos e irmãs
“O Reino dos céus é semelhante ainda a uma rede que, jogada ao mar, recolhe peixes de toda espécie”. Quando está repleta, os pescadores puxam-na para a praia e separam nos cestos o que é bom e jogam fora o que não presta.
Mateus o autor deste evangelho o destina aos judeus convertidos e para eles, Jesus de Nazaré não poderia ser maior que Davi, Moisés e outros profetas não aceitavam que ele fosse o próprio Filho de Deus e muito menos que Deus se ocupasse de outros povos e nações que não Israel, raça eleita, Nação Santa. Ora peixes de todos os tamanhos e de todos os tipos significa que o reino é para todos.
Na mesma linha de raciocínio da parábola do joio e do trigo vemos que o mundo é confuso, a barca é a figura da Igreja de onde se lança as redes (missões) e na rede tem de tudo: coisas boas, ruins e neutras. Mas não nos preocupemos, pois somente pessoas egoístas e fechadas a graça de Deus que recusam a Salvação, é que serão jogadas fora do Reino. Ficamos a imaginar uma rede lançada nos poluídos rios da vida trazendo peixes bons, peixes ruins, pneus, garrafa pet, etc. O trabalho de selecionar não é fácil; aliás, é muito perigoso; pois podemos cortar a mão com cacos, contaminar, enfim é só risco.
Não podemos jamais incorrer no erro de achar que nós somos santos e àqueles para os quais vamos anunciar sejam pecadores necessitados de nossa ação. Lembro-me de uma citação do Monsenhor Orlando: “No meio dos vocacionados temos de tudo, é um fim de feira que tem alface murcha até tomate que todo mundo já apertou”. Enfim para compreender esta colocação basta lembrar que Deus assim usa destes pecadores para confundir aqueles que se julgam santos.
O papa Francisco disse que os maiores beneficiários da evangelização são os que evangelizam; ou seja, mais aprende quem ensina do que quem é ensinado. Assim é que o Evangelho vai afirmar que o doutor da lei que se torna discípulo do Senhor, passa a olhar para o AT a partir de Jesus e consegue separar coisas novas e velhas, pois com Cristo as antigas revelam seu verdadeiro e real sentido.
No livro do Êxodo vemos que Deus vai morar na tenda, no meio do povo. Ele se fez um deles, um de nós ao se encarnar no seio da Virgem. Hoje Ele continua vivo e presente no meio de nós; não mais na arca e nem na tenda, mas nos tabernáculos espalhados pelo mundo inteiro onde Ele na Eucaristia se faz prisioneiro de amor e se oferece como verdadeiro alimento a nós.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Êx 40,16-21.34-38
Salmo: 83
Evangelho: Mateus 13,47-53

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