Ano Ímpar › 21/08/2019

Reflexão: Quarta Feira – 20ª Semana Comum – Ano Impar 21/08/2019


Amados irmãos e irmãs
“Toma o que é teu e vai-te. Eu quero dar a este último tanto quanto a ti. Ou não me é permitido fazer dos meus bens o que me apraz? Porventura vês com maus olhos que eu seja bom? Assim, pois, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos”.
Nesta parábola da vinha somos exortados de que acontece a mesma nas nossas comunidades onde o fato de ser membro de uma igreja, faz com que as pessoas sintam-se privilegiadas diante de Deus, onde por causa da nossa pastoral ou movimento entraremos no céu primeiro e lá teremos uma suíte.
Em uma família o filho caçula herda a mesma cota parte que o primogênito que ajudou a construir o patrimônio desde a primeira hora.
O que Deus promete a todos é a vida eterna independente da hora que tiver chegado (convertido). Quem está na comunidade há um mês vai receber o mesmo que aquele que está há cinquenta anos.
Isto também serve para compararmos aqueles que têm muitos diplomas e cargos em relação àquele que sequer sabe ler e nunca ocupou cargo; ambos poderão estar na glória dos céus e lá com certeza todo somos iguais.
De algum modo, e em relação aos outros, todos nós somos operários da undécima hora. Imagine você em relação a Abraão, eu em relação a Pedro e por aí vai.
Precisamos entender que o amor e a bondade de Deus não são calculados. Sempre será o Senhor que tomará a iniciativa de chamar a todos para o seu Reino. O amor não se compra com o tempo de caminhada e a justiça de Deus é amar sem distinção e sem medida.
Vale destacar também que pelos critérios de Deus não são os ricos e poderosos que entram, ou têm precedência no reino de Deus, mas os pobres e fracos. O reino de Deus não se conquista por méritos próprios, mas é um dom gratuito.
São João Crisóstomo, bispo e doutor da Igreja nas homilias sobre o Evangelho de Mateus, nº 64, 4 nos ensina que é evidente que esta parábola trata da conversão dos homens a Deus, alguns desde tenra idade, outros um pouco mais tarde e alguns somente na velhice. Cristo reprime o orgulho dos primeiros e impede-os de censurar os da décima primeira hora, mostrando-lhes que todos têm a mesma recompensa. Ao mesmo tempo, estimula o zelo dos últimos, mostrando-lhes que podem merecer o mesmo salário que os primeiros. O Salvador tinha acabado de falar da renúncia às riquezas e do desprezo por todos os bens, virtudes que exigem coração grande e coragem. Era por isso necessário estimular o ardor da alma cheia de juventude; assim, o Senhor reacende neles a chama da caridade e fortalece lhes a coragem, mostrando-lhes que mesmo os que chegaram por último recebem o salário do dia todo. Para falar com mais clareza, alguns poderiam abusar desta circunstância e cair na indiferença e no desmazelo. Os discípulos verão claramente que essa generosidade é efeito da misericórdia de Deus, que só ela os ajudará a merecer tão magnífica recompensa. Todas as parábolas de Jesus – a das virgens, a da rede, a dos espinhos, a da figueira estéril nos convidam a mostrar a nossa virtude através dos atos. Ele exorta-nos a levar uma vida pura e santa. Uma vida santa custa mais ao nosso coração que a simples pureza da fé, pois é uma luta contínua, um labor infatigável.
No livro de Juízes vemos que todos os povos a tinham reis, mas Israel continuava cada tribo independente sem um rei então Gedeão, foi convidado a tornar-se rei ao que recusa respondendo: Não reinarei sobre vós, nem eu nem meu filho; o Senhor é que será vosso rei. Eles tinham medo de que a figura de um rei levasse o povo a se voltar para o rei e esquecer Deus. A figura de linguagem usada com ás árvores ilustra bem que para ser rei tem que renunciar ao que tem de melhor para servir a todos. A verdadeira autoridade é aquela que está serviço efetivo da comunidade.

Rezemos com o Salmista: É grande a sua glória em vosso auxílio; de esplendor e majestade o revestistes. Transformastes o seu nome numa bênção, e o cobristes de alegria em vossa face. Amém.

Reflexão feita pelo diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Jz 9,6-15
Salmo: 20
Evangelho: Mateus 20,1-6

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